Concertos marcam a despedida do maestro Carlos Prazeres, que pediu desligamento no ano passado
Firmino Piton - PMC
Concertos marcam a despedida do maestro Carlos Prazeres, que pediu desligamento no ano passado

A Orquestra Sinfônica da cidade de Campinas, interior de São Paulo, retoma as apresentações em fevereiro, com dois concertos gratuitos e abertos ao público, nos dias 12 e 28. Os espetáculos marcam o início das  atividades neste ano e a despedida do mastro Carlos Prazeres da regência titular.

A iniciativa é uma oportunidade para o público acompanhar a Orquestra de forma gratuita e um incentivo a cultura como opção de lazer. Os repertórios apresentados transitam entre a música de concerto e a música popular brasileira.

Cronograma de apresentações

O primeiro concerto acontece no dia 12 de fevereiro, às 20h, com o programa “Bach em Pessoa”, na Sala de Espetáculos Luís Otávio Burnier, no teatro interno do Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes. O espetáculo propõe um encontro entre a música de Johann Sebastian Bach e os textos de Fernando Pessoa, unindo música e literatura. A soprano Marília Vargas se apresenta como solista, enquanto a atriz Bárbara Elioddoro faz a leitura dos poemas. A regência é de Carlos Prazeres.

A entrada é gratuita, com ingressos disponíveis pela plataforma Sympla a partir do dia 9 de fevereiro, às 12h. O link para retirada dos convites será divulgado no Instagram @sinfonicadecampinas.

Já no dia 28 de fevereiro, às 18h30, a Orquestra sobe ao palco da Concha Acústica do Taquaral com o concerto “Belchior Sinfônico – 80 anos”, uma homenagem à obra do cantor e compositor cearense em arranjos sinfônicos. O espetáculo conta com a participação do cantor João Cavalcanti e do acordeonista Marcelo Caldi, sob regência de Carlos Prazeres. A apresentação será gratuita e realizada ao ar livre.

Fim de um ciclo

Em dezembro de 2025, Carlos Prazeres anunciou sua saída da Orquestra Sinfônica de Campinas, após assumir a regência titular em maio de 2022. A despedida, marcada para fevereiro, celebra mais de três anos de trabalho à frente da Orquestra, período em que o maestro fortaleceu o vínculo com o público e ampliou a presença da música sinfônica na cidade.

Caminho para a nova liderança

Com a saída de Prazeres, a Orquestra inicia o processo definido pelo regimento interno para a escolha do próximo regente titular e diretor artístico. A Associação dos Músicos da Orquestra realizará uma escuta interna para levantar nomes que se encaixem no perfil artístico desejado. A partir dessa seleção, será formada uma lista tríplice a ser enviada ao prefeito.

Critérios para a escolha

A decisão final sobre o novo regente será tomada pelo chefe do Executivo, em conjunto com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Como os músicos estavam em recesso, o processo será retomado em fevereiro, com a volta das atividades da Orquestra.

Para assumir o cargo, o candidato deve cumprir os requisitos legais: ter formação superior em Música, com habilitação em Composição, Regência Orquestral, Instrumento ou áreas correlatas; experiência mínima de três anos à frente de orquestras profissionais nos últimos dez anos; e idade mínima de 28 anos. 

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