
Uma mulher de 35 anos foi encontrada morta dentro de casa, no Jardim Campo Belo, na cidade de Campinas, em São Paulo, na tarde deste domingo (09). Elinalva Mendes Teixeira Pacheco apresentava pelo menos quatro ferimentos provocados por faca.
O que inicialmente chegou a ser tratado como uma possível morte por suicídio mudou de rumo durante a análise da cena. Investigadores encontraram sinais de luta corporal no imóvel e passaram a apurar o caso como feminicídio.
Até a manhã desta segunda-feira (10), ninguém havia sido preso.
Corpo foi encontrado após vizinhos estranharem ausência
Segundo a Polícia Civil, Elinalva não era vista desde sexta-feira (07). A ausência chamou a atenção de vizinhos, que decidiram verificar o que havia acontecido.
O corpo foi localizado dentro da residência depois que uma janela do imóvel foi aberta. A vítima estava de bruços e tinha perfurações pelo corpo. Uma faca também foi encontrada junto dela.
A princípio, a ocorrência chegou a ser considerada como suicídio. No entanto, os investigadores avaliaram que as condições encontradas na casa não eram compatíveis com essa hipótese e acionaram o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).
Casa tinha indícios de confronto
Durante a perícia, os policiais encontraram sinais que podem indicar uma briga dentro da residência. Um armário estava quebrado e havia latas de cerveja consumidas no imóvel.
Testemunhas relataram que Elinalva havia sido vista na sexta-feira bebendo com o companheiro, identificado como Antônio. A polícia trabalha para esclarecer o que aconteceu entre aquele momento e a localização do corpo.
O homem não foi encontrado até a publicação desta reportagem.
Polícia apreende cuecas para exame de DNA
A investigação também levou os policiais a recolher peças de roupa que estavam na casa. Entre os materiais apreendidos estão cuecas atribuídas ao companheiro da vítima, que serão submetidas a exame de DNA.
A intenção é verificar se há material genético que possa ajudar a esclarecer quem esteve no imóvel e em quais circunstâncias.
Além das peças íntimas, a polícia apreendeu a faca encontrada junto ao corpo, um roteador de internet e um recibo de uma adega com data de sexta-feira.
O roteador deverá ser analisado para auxiliar no rastreamento de conexões e possíveis acessos à internet feitos na residência.
Celular da vítima continua ativo
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o desaparecimento dos documentos e do celular de Elinalva.
Apesar de o aparelho não ter sido encontrado, ligações e mensagens enviadas ao telefone indicaram que ele continua ativo e pode estar em posse de outra pessoa ou do próprio suspeito.
A polícia deve analisar as informações digitais para tentar reconstruir os últimos momentos da vítima e identificar possíveis deslocamentos ou contatos feitos depois da morte.
Caso é investigado como feminicídio
O caso foi registrado como feminicídio no plantão da 2ª Delegacia Seccional de Campinas. A principal linha de investigação considera que a mulher pode ter sido morta na sexta-feira (07), dois dias antes de o corpo ser localizado.
Elinalva era natural do Maranhão.
A investigação continua para esclarecer a dinâmica do crime, identificar quem estava na residência no momento da morte e localizar o companheiro.
O caso é tratado como o 15º feminicídio registrado no ano na região, segundo o levantamento apresentado na apuração.