
A cidade de Campinas confirmou a segunda morte por febre maculosa em 2026 . A vítima é um homem de 29 anos, que teria sido infectado durante uma visita a um pesqueiro em outra cidade da região. Sumaré também registrou o primeiro óbito pela doença neste ano.
Segundo a Prefeitura de Campinas, o homem esteve no estabelecimento em 17 de junho. Quatro dias depois, em 21 de junho, começou a apresentar os primeiros sintomas. Ele morreu em 26 de junho, enquanto estava internado em um hospital do município onde fica o pesqueiro.
Apesar de a provável contaminação ter ocorrido fora de Campinas, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a Vigilância em Saúde vai reforçar as orientações sobre os riscos da doença em pesqueiros próximos aos limites da cidade.
Segunda morte no ano
A primeira morte por febre maculosa registrada em Campinas em 2026 foi a de um homem de 74 anos, que morreu em 21 de abril.
O cenário chama atenção porque, em 2025, o município registrou seis casos da doença, e todos evoluíram para morte.
A região de Campinas é considerada área de transmissão da febre maculosa. Por isso, a orientação das autoridades é para que moradores e visitantes tenham atenção redobrada ao frequentar locais com vegetação, especialmente nas proximidades de rios, lagos e áreas de mata.
Sumaré registra primeiro óbito
Em Sumaré, a Secretaria de Saúde confirmou o primeiro óbito por febre maculosa de 2026. A vítima era um homem de 37 anos, sem comorbidades, que morava na região central da cidade.
Ele morreu em 30 de julho, após permanecer internado na UPA Macarenko.
Até terça-feira (18), Sumaré havia contabilizado 85 notificações relacionadas à doença. Desse total, 38 casos aguardavam resultados de exames e 47 haviam sido descartados.
Período exige mais atenção
A febre maculosa é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida principalmente pela picada do carrapato-estrela infectado.
Segundo a Secretaria de Saúde de Campinas, o município está no período considerado de maior risco para transmissão, que vai até novembro. Nessa época, há maior presença de formas jovens do carrapato, que podem parasitar diferentes animais e pessoas.
O problema é que os primeiros sinais da doença podem ser confundidos com outras infecções. Por isso, informar ao médico que houve contato com áreas de risco é importante para acelerar a investigação.
Quais são os sintomas?
Os sintomas costumam aparecer entre dois e 14 dias depois da exposição ao carrapato. Entre os principais estão:
- febre;
- dor de cabeça;
- dor intensa no corpo;
- mal-estar;
- náuseas;
- vômitos.
Quem apresentar esses sinais após passar por áreas com possível presença de carrapatos deve procurar atendimento médico e informar sobre a exposição.
Como evitar a doença
O carrapato-estrela pode ser encontrado em áreas de mata, gramados e locais próximos a rios, lagos e lagoas. Algumas medidas simples ajudam a diminuir o risco:
- Evite caminhar, sentar ou deitar em gramados e locais com folhas acumuladas;
- Prefira áreas pavimentadas para atividades de lazer e exercícios;
- Use roupas claras, que facilitem a visualização de carrapatos, e cubra braços e pernas;
- Evite contato com animais silvestres em áreas de risco;
- Depois do passeio, examine o corpo e as roupas cuidadosamente;
- Tome banho após permanecer em áreas de vegetação;
- Caso encontre um carrapato preso à pele, retire-o com uma pinça, com cuidado e sem esmagá-lo;
- Procure atendimento médico se surgirem sintomas até 14 dias após uma possível exposição.