
Uma partida do Campeonato Amador Série B terminou em violência neste domingo (06), na cidade de Campinas, em São Paulo. Jogadores e torcedores do Tricolor Vila Princesa agrediram o árbitro e um auxiliar após a derrota da equipe por 3 a 2 para o Unidos dos Campos Elíseos, pelas quartas de final da competição.
O auxiliar de arbitragem precisou de atendimento médico no Hospital Mário Gatti depois de ser atingido durante a confusão. A Guarda Municipal foi acionada e interveio para conter o tumulto.
Com o resultado dentro e fora de campo, o Tricolor Vila Princesa foi eliminado do campeonato e os envolvidos poderão receber punições mais severas.
Confusão começou após o apito final
Segundo a Liga Campineira de Futebol (LCF), vários jogadores do Tricolor Vila Princesa foram em direção ao trio de arbitragem logo após o encerramento da partida, disputada na Praça Municipal de Esportes do São Bernardo.
O árbitro Bruno César Rodrigues foi empurrado e agredido. Já o auxiliar Denilson Vieira recebeu socos e pontapés de jogadores e também de torcedores que invadiram o gramado.
A confusão só foi controlada após a intervenção da Guarda Municipal de Campinas.
Os dois profissionais registraram boletim de ocorrência.
Auxiliar foi levado ao hospital
O árbitro sofreu hematomas, mas não teve ferimentos graves, segundo a Liga Campineira.
O auxiliar, no entanto, precisou ser encaminhado ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Ele passou por exames de raio-X, que não apontaram fraturas.
Após receber medicação, o profissional foi liberado.
Clube está eliminado e envolvidos podem ser banidos
De acordo com o regulamento da competição, o Tricolor Vila Princesa foi automaticamente eliminado do Campeonato Amador Série B.
Além disso, dirigentes e jogadores apontados como envolvidos na agressão foram suspensos preventivamente e serão julgados pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD).
As punições podem incluir novas suspensões e até o banimento das competições organizadas pela Liga Campineira de Futebol. O próprio clube também poderá sofrer outras sanções após o julgamento.
Em nota, a Liga classificou o episódio como uma “agressão covarde” e afirmou que a violência não representa o espírito das competições organizadas pela entidade.
Campeonato reúne milhares de atletas
A Liga Campineira de Futebol destacou que organiza nove competições nesta temporada, envolvendo categorias de base, futebol feminino e campeonatos amadores.
Ao todo, são mais de 350 equipes, cerca de 11 mil atletas e quase dois mil jogos programados, segundo a entidade.
A Liga afirmou ainda que as competições são realizadas sem custos para os times participantes e que o episódio registrado neste domingo é tratado como uma ocorrência grave.
Prefeitura lamenta violência
A Prefeitura de Campinas também se manifestou sobre o caso e lamentou o episódio.
Segundo a administração municipal, a organização do campeonato é responsabilidade da Liga Campineira de Futebol. O apoio do município ocorre por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, com a liberação de campos públicos para a realização das partidas.
A Prefeitura informou que acompanhará a apuração do caso e as providências adotadas pelos responsáveis pela competição.