Acordo une ciência, tecnologia e saúde em Campinas

CPQD, Fundação Unimed e Unimed Campinas assinam acordo para desenvolver soluções de IA e saúde digital

Painel realizado antes da assinatura da parceria
Foto: Foto: PH Lopes
Painel realizado antes da assinatura da parceria

Inteligência artificial, ciência de dados e automação de processos estão no centro de uma nova parceria voltada à inovação na saúde . Centro de Pesquisa e Desenvolvimento CPQD, Fundação Unimed e Unimed Campinas formalizaram um Memorando de Entendimento (MoU) durante o Campinas Innovation Week 2026 para desenvolver pesquisas, testar tecnologias e buscar soluções aplicadas aos desafios da assistência e da gestão em saúde.

O acordo estabelece as bases para a cooperação entre as três instituições. A partir dele, poderão ser estruturadas parcerias específicas para projetos de pesquisa, provas de conceito, compartilhamento de conhecimento e desenvolvimento de tecnologias.

A assinatura teve como testemunha Adriana Flosi, secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação de Campinas e vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC).

Tecnologia aplicada a desafios reais

A parceria prevê estudos e testes voltados a necessidades identificadas no cotidiano do setor. Entre os temas que poderão fazer parte dos projetos estão inteligência artificial, ciência e análise de dados, interoperabilidade, automação de processos e tecnologias assistenciais.

A proposta é aproximar o desenvolvimento tecnológico da realidade enfrentada por profissionais e instituições de saúde. Dessa maneira, as tecnologias poderão ser avaliadas em situações concretas antes de eventuais aplicações em maior escala.

Para Diane Teo de Moraes, diretora de Inovação Aberta do CPQD, a cooperação também amplia a possibilidade de validação das tecnologias desenvolvidas pela instituição.

“Essa parceria evidencia o papel do CPQD também na transformação digital da saúde no país. Para o CPQD, essa cooperação é muito importante, pois impulsiona a validação e o ganho de escala das nossas tecnologias em ambientes de alto impacto, consolidando nossa atuação em IA, conectividade e segurança da informação”, afirma.

Diane Teo de Moraes, diretora de Inovação Aberta do CPQD
Foto: Foto: PH Lopes
Diane Teo de Moraes, diretora de Inovação Aberta do CPQD


Segundo a executiva, a aproximação entre as instituições reúne competências distintas em torno da transformação digital.

“Estamos conectando a expertise médica e assistencial do ecossistema Unimed com nosso domínio tecnológico para apoiar a entrega de uma saúde mais ágil, integrada e humana. Com isso, estamos cumprindo nosso propósito de gerar impacto positivo para a sociedade”, acrescenta Diane.

Formação também entra no projeto

Além da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico, a parceria envolve a formação de profissionais e lideranças. A Fundação Unimed, que reúne a Seguros Unimed e a Faculdade Unimed, vê no acordo uma oportunidade de aproximar conhecimento tecnológico da capacitação no setor de saúde.

O diretor acadêmico da Faculdade Unimed, Dr. Fábio Leite Gastal, destaca que a transformação digital depende também da preparação das pessoas que irão utilizar as novas ferramentas.

“Essa parceria é uma oportunidade de nos conectarmos a um verdadeiro hub de conhecimento. Campinas sempre teve vocação histórica para a ciência, a tecnologia e a inovação, e o CPQD é uma referência nacional construída ao longo de décadas de desenvolvimento e competência. Nosso objetivo é aproveitar esse enorme acervo de conhecimento que a cidade reúne e aproximá-lo do nosso universo da saúde”, afirma.

Nesse cenário, a formação aparece como uma frente complementar ao desenvolvimento das tecnologias. A intenção é aproximar profissionais das novas ferramentas e ampliar a capacidade de aplicação dos recursos digitais na saúde.


Unimed Campinas aproxima tecnologia da assistência

Para a Unimed Campinas, o acordo cria um espaço de aproximação entre as tecnologias desenvolvidas e os desafios encontrados na rotina do setor.

O presidente da cooperativa, Dr. Gerson Muraro Laurito, afirma que a aplicação prática deve estar no centro dos projetos.

“Inovação ganha sentido quando consegue responder a necessidades reais. A transformação digital da saúde exige não apenas acesso às novas tecnologias, mas também pessoas preparadas para compreendê-las, aplicá-las e transformá-las em soluções concretas”, destaca.

Foto: Foto: PH Lopes
Parceria prevê estudos e testes voltados a necessidades identificadas no cotidiano do setor


Laurito também aponta a possibilidade de aproximar pesquisa, ciência e experiência prática da assistência.

“Para nós, a parceria cria um ambiente de convergência entre ciência, pesquisa, tecnologia e a experiência cotidiana do setor, aproximando o conhecimento produzido a partir dos desafios reais da assistência. É essa conexão que permite experimentar novas possibilidades, desenvolver soluções com potencial de impacto e gerar valor para beneficiários, cooperados e profissionais, fortalecendo uma cultura de inovação que esteja, de fato, a serviço da saúde”, afirma.

A partir do Memorando de Entendimento, as instituições poderão definir projetos específicos de cooperação. As iniciativas previstas incluem pesquisas, provas de conceito e desenvolvimento de soluções relacionadas à transformação digital da saúde.