Volume de doações no Hemocentro Unicamp teve redução de 30%.
Divulgação/Hemocentro Unicamp
Volume de doações no Hemocentro Unicamp teve redução de 30%.


Com uma queda de 30% no volume de doações de sangue , o Hemocentro Unicamp , de Campinas, está em alerta. Mesmo com a tradicional campanha 'Junho Vermelho' em curso, o isolamento social imposto como medida de combate à Covid-19 tem reprimido a mobilização de doadores, o que afeta 41 cidades da região que dependem do sangue coletado no Hemocentro.

"Hoje nós estamos com o estoque no nosso nível de alerta, que é quando a gente tem estoque para menos de cinco dias de atendimento caso não haja novas doações. A gente considera ideal quando a gente está acima de cinco dias, principalmente A+ e O+, são os dois grupos sanguíneos que compreendem 85% da nossa população", explicou Vagner de Castro , diretor do Serviço de Coleta, em entrevista ao programa Repórter Unicamp.

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De acordo com números divulgados na manhã desta segunda-feira (22), os únicos tipos sanguíneos estáveis no estoque são o AB+ e o B+. Já os tipos O+, A+, AB- e B- estão em alerta, enquanto o estoque de O- e A- se encontram em estado crítico.

"A plaqueta dura só cinco dias. A hemácia que transporta oxigênio, que é o que da a cor vermelha para o sangue, dura só cinco dias. Por isso, o que foi coletado no início da campanha, em março, não está mais disponível. Ou ele foi usado ou ele foi desprezado por prazo de validade. Então, agora a gente começa  a ter reflexo dos dias em que houve a queda. Tem dias que a gente tem um estoque muito bom, e três dias depois está baixo, porque entra sangue, vence sangue, é uma coisa muito dinâmica", conta Castro.

Dados da coleta de sangue do Hemocentro.
Divulgação/Hemocentro Unicamp
Dados da coleta de sangue do Hemocentro.


Campanha

Desde o dia 1º, está em curso a campanha ' Junho Vermelho ', que consiste em ações para mobilizar doações. No último dia 13, por exemplo, uma chefe de gastronomia foi ao Hemocentro e preparou partos para os doadores . A organização está preparando uma nova ação para o dia 30, terça-feira, mas ainda não foi divulgada qual será a estratégia para engajar mais pessoas.

Vagner garante que as medidas necessárias para não expor os doadores aos riscos do coronavírus estão sendo tomadas: a área de espera fica do lado de fora, todos os doadores passam por triagem de temperatura e pressão, e o uso de álcool gel e máscaras é adotado em todas as etapas do procedimento. Alguns cuidados, no entanto, precisam partir dos doadores.

“A pessoas que tiver qualquer sintoma de gripe, febrícula, mal estar geral, não deve comparecer para doar no período de pelo menos uma semana, após cessar todos esses sintomas. Existe já um procedimento, já é de rotina, mas está  reforçado, em que o indivíduo que tiver qualquer manifestação clínica, de doença, no período de 14 dias após a doação, é para entrar em contanto com a gente e nos comunicar", explica Vagner de Castro.

"Isso para que a gente verifique se ainda existe algum produto no estoque, normalmente o plasma fica mais tempo armazenado. A gente segrega e faz um rastreamento de quem recebeu o produto para saber se houve algum problema", completa.

O Hemocentro fica aberto de segunda a sábado, das 7h30 às 15h.  Mais informações podem ser encontradas no site  https://www.hemocentro.unicamp.br/ , pelo telefone  0800 - 722 8432 ou pelo endereço Rua Carlos Chagas, 480, Campus da Unicamp;

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