Campinas teve dias de aglomeração durante reabertura do comércio.
Gilson Machado
Campinas teve dias de aglomeração durante reabertura do comércio.


Com 80,6% de ocupação nos leitos de UTI, o  Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-7)  foi rebaixado para a zona vermelha, primeira fase do Plano SP, o que significa que todas as cidades que integram o agrupamento não poderão mais permitir o funcionamento de serviços não essenciais. A realocação foi antecipada pelo prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) , em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (03), e oficiliazada no início da tarde pelo Governo de São Paulo.

“Ontem foi um dia de alguns desencontros. Um colunista (do jornal O Globo) publicou logo de manhã que Campinas iria para a cor vermelha. Eu troquei mensagens com o secretário do governo, falando da minha contrariedade de saber pela imprensa, e foi negado pelo Estado, disseram que ficava na laranja”, disse o prefeito.

“De tarde, recebi um telefonema do Vinholi (Marco, secretário do Desenvolvimento Regional) dizendo que era boato ficar na cor vermelha. De noite, quando eu estava em casa, recebi uma mensagem comunicando de que a Região de Campinas chegou a 80.6% de ocupação de leitos. Pela regra do Plano, a saturação é 80%. Então, a região de Campinas é classificada na cor vermelha”, completou.

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Segundo Jonas, a readequação será publicada no Diário Oficial da cidade no sábado (04) e passa a valer na segunda-feira (06). Além da Região de Campinas, o rebaixamento para a fase vermelha também é aplicado as cidades das regiões de Bragança Paulista e Jundiaí , que fazem parte do DRS-7.

Na zona laranja , as cidades estavam permitidas a autorizar o funcionamento de comércios e shoppings. Em Campinas, no entanto, Jonas Donizette determinou o fechamento do setor no último dia 22, pois recebeu uma recomendação do Estado.

Durante a coletiva, o prefeito listou as atividades permitidas a partir da publicação do decreto:

  • Alimentação apenas em serviço de entrega, retirada ou drive thru 
  • Atividades de segurança privada 
  • Borracharias, mecânicas e lojas de construção civil 
  • Farmácias 
  • Hotéis 
  • Industrias- com capacidade de 30% nos refeitórios 
  • Lavanderias 
  • Lojas de construção civil 
  • Lotéricas 
  • Manutenção predial 
  • Óticas 
  • Rede de assistência a saúde- serviços médicos e hospitalares 
  • Serviços Bancários 
  • Supermercados e gêneros alimentícios 
  • Transporte (inclusive táxis e aplicativos) 
  • Veterinários 

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