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Hospital de Campanha construído em Campinas para atender pessoas com Covid-19.
Fernanda Sunega/Prefeitura de Campinas
Hospital de Campanha construído em Campinas para atender pessoas com Covid-19.


A Prefeitura de Campinas informou nesta quarta-feira (5) o início da desativação do hospital de campanha, instalado na sede dos Patrulheiros, na região do Parque Itália . Segundo a Administração, a partir de amanhã (6) o hospital interrompe o recebimento de novos pacientes, e no dia 13, as operações serão finalizadas totalmente.

De acordo com a Saúde, no dia 13, os pacientes que ainda estiverem internados serão transferidos para unidades de saúde da Rede Mário Gatti, que até o momento tem leitos de retaguarda disponíveis. Hoje, o hospital conta com 84 leitos, sendo que 27 estão ocupados por pacientes com quadro leve da covid-19.

A desativação do hospital já estava prevista para acontecer neste mês. Em julho, a Prefeitura já havia adiantado a intenção da desativação gradual na estrutura instalada no Parque Itália.

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PLATÔ

Segundo a Prefeitura, a desativação ocorre porque a cidade atingiu um platô de casos de covid-19, mesmo que esse seja um platô ainda elevado. Com mais nove mortes, a cidade chegou nesta quarta (5) a 760 vítimas fatais, e 19.746 pessoas contaminadas.

"Estamos entrando em um platô com estabilização da necessidade de leitos de enfermaria. Não estamos mais em uma curva ascendente. Mas estamos num platô alto", afirmou o presidente da Rede Mário Gatti, Marcos Pimenta, na live feita pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), quando foi anunciada a desativação em julho.

ECONOMIA

Segundo o prefeito, a desativação dos leitos será feita para evitar gastos adicionais. "Isso faz parte do dever de economicidade, que é cuidar das vidas das pessoas mas não desperdiçar dinheiro público", afirmou durante o anúncio. Na operação da unidade foram investidos R$ 5 milhões.

De acordo com a Saúde, ao todo passaram pelo hospital 595 pacientes. Houve ainda 28 óbitos na unidade até o final de julho. "Estamos percebendo a redução dos casos de menor complexidade. Até o dia 13, que é a data limite de operação dessa unidade, acreditamos que todos os pacientes já tenham recebido a alta. Importante destacar que até lá serão 600 pacientes atendidos pela unidade", afirmou Marcos Pimenta, presidente da Rede Mário Gatti. 

O HOSPITAL

O Hospital de Campanha é gerido pela Prefeitura de Campinas por meio de uma empresa contratada. A unidade foi erguida gratuitamente pela ONG EDS (Expedicionários da Saúde) no ginásio dos Patrulheiros, e começou a funcionar no fim da segunda quinzena de maio , atendendo pacientes com menos complexidade.

Segundo a Prefeitura, a proposta era que o hospital de campanha fosse uma retaguarda para os hospitais Ouro Verde e Mário Gatti, que durante o enfrentamento da pandemia passaram por pressão tanto em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), como em leitos de enfermaria.  

A unidade levou 20 dias para ser construída. Os Patrulheiros de Campinas, cederam o espaço físico, e os Expedicionários realizaram a montagem da estrutura, cedendo ainda a maior parte dos mobiliários e equipamentos. Durante os últimos meses, a unidade passou ainda por dois carregamentos de leitos adicionais, por causa da lotação dos hospitais públicos. Ele começou a funcionar com 34 leitos, chegando a 84 atualmente. 

De acordo com a Administração, o valor do certame para a contratação da equipe e dos gastos do funcionamento foi de pouco mais de R$ 5,2 milhões, pelo período de funcionamento de 60 dias da estrutura.

Em nota, a Rede Mário Gatti afirmou que vai manter a estrutura física montada no hospital, caso ela precise voltar a ser usada. No entanto, o Instituto que estava fazendo a operação das unidades irá encerrar as atividades.

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