ACidade ON

Polícia Federal cumpriu mandados de prisão em Campinas. (Foto ilustrativa)
Agência Brasil
Polícia Federal cumpriu mandados de prisão em Campinas. (Foto ilustrativa)


Campinas é uma das cidades alvo de uma megaoperação da P olícia Federal de Pernambuco , que cumpre nesta terça-feira (18) ao todo 50 mandados de prisão e 141 mandados de busca e apreensão em 13 estados do país. O foco dos suspeitos seria o tráfico internacional de drogas e a polícia já bloqueou cerca de R$ 100 milhões dos suspeitos. 

Segundo a PF, a operação denominada "Além do Mar" investiga um esquema criminoso que permaneceu ativo mesmo durante o período da pandemia do novo coronavírus.  Segundo as investigações, entre os meses de março e julho, foram apreendidos mais de 1,5 mil toneladas de cocaína.

De acordo com a PF, o esquema é operado por quatro organizações criminosas autônomas, que atuam em conjunto para enviar toneladas de cocaína para a Europa, por meio dos portos do Brasil.

A primeira organização, segundo a investigação, fica na capital e é responsável por trazer a substância do Paraguai em aviões até São Paulo, distribuindo ainda a droga em atacado no Brasil e na Europa.

Já, a segunda organização, com sede em Campinas, também seria responsável por distribuir a droga no país, exportando ainda para Cabo Verde e países da Europa.

Além delas, outras duas organizações, em Recife e São Paulo, cuidavam da logística do esquema, como transporte, armazenamento da droga e lavagem de dinheiro.  

APREENSÕES 

A Justiça autorizou o sequestro de sete aviões, cinco helicópteros, 42 caminhões e 35 imóveis, entre casas e fazendas ligadas ao esquema criminoso. Ao todo, cerca de R$ 100 milhões em patrimônio foram indisponibilizados na decisão judicial.

Segundo a PF, as investigações começaram em 2018, durante uma fase sigilosa das investigações, que prenderam 12 pessoas e mais de 11 toneladas de cocaína no Brasil e na Europa. Entre os presos relacionados ao esquema estão Romilton Queiroz Hosi, há 10 anos foragido da justiça brasileira e procurado pela Polícia Federal e pela NCA (National Crime Agency) do Reino Unido.

    Veja Também

      Mostrar mais