Graffiti do artista Nénão feito em parede do HC da Unicamp para homenagear profissionais da saúde.
Caius Lucilius/Unicamp
Graffiti do artista Nénão feito em parede do HC da Unicamp para homenagear profissionais da saúde.


Cerca de 10,6% dos profissionais de saúde de Campinas foram contaminados pelo novo coronavírus , de acordo com inquérito sorológico focado na categoria, realizado pela Secretaria da Saúde. Os resultados foram apresentados por Carmino de Souza, secretário da pasta, durante transmissão ao vivo ao lado do prefeito Jonas Donizette (PSB), na manhã desta sexta-feira (04).

O estudo envolveu a testagem de 12.398 trabalhadores, com o uso do sistema Hilab. “É um sistema laboratorial remoto. O sangue é colocado no equipamento, o equipamento faz a leitura e manda para uma central. Em 15 minutos, quem fez o teste recebe no e-mail, no WhatsApp, o resultado. É imediato, on-line”, explicou o secretário.

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Do total dos profissionais submetidos ao processo, 1.308 testaram positivo, o que corresponde a uma prevalência de 10,5%. Segundo Carmino, a expectativa da Secretaria da Saúde era de que o número fosse maior, conforme ocorreu em outras cidades, como São Paulo, que teve pelo menos 26% dos trabalhadores da saúde municipal infectados, segundo levantamento divulgado no meio de agosto.

Entre as unidades de Campinas, a maior taxa de prevalência foi registrada na Rede Mário Gatti, com 333 infectados pelo novo coronavírus, o que corresponde a 14,4% do total de 2.845 testados. “O mais alto percentual foi na Rede Mário Gatti, é óbvio, pois são nossos hospitais de referência, nossas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento)", comentou Carmino.

Veja a porcentagem em outras unidades e setores:

  • Saúde Mental – 12,1%
  • Ambulatórios (Poli, Centros de Regerência e regulação) – 11,4%
  • Outros hospitais (Beneficência Portuguesa, Sobrapar, Boldrine, PUC, Maternidade) – 10%
  • Distritos de Saúde – 9,8%
  • Centros de Saúde e Serviço de Atendimento Domiciliar – 8,1%
  • Prefeitura Municipal de Campinas – 3,5%

Mais testagem

Agora, a Secretaria de Saúde se prepara para fazer dois novos inquéritos sorológicos. Um deles será direcionado aos profissionais da Segurança Pública, enquanto o outro vai medir a prevalência entre a população privada de liberdade. Antes, já haviam sido realizadas duas testagens na população geral da cidade. O último estudo indicou 3,68% de prevalência, o que corresponde a 44.901 dos habitantes de Campinas.

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