ACidade ON

Caravela do Parque Portugal, no Taquaral.
Carlos Bassan / Pref. de Campinas
Caravela do Parque Portugal, no Taquaral.

Uma frequentadora da Lagoa do Taquaral, em Campinas, denunciou à reportagem do ACidade ON a morte de um dos cisne que vivia há anos no parque. Segundo ela, a morte do animal ocorreu devido a uma negligência do parque após ele ter engolido um pedaço de anzol.

A mulher, que pediu para não ser identificada, contou que passeava no local quando viu a cena do cisne se engasgando com o anzol. Isso aconteceu na quinta-feira da semana passada. Ela pediu à administração do parque que levasse o animal a um veterinário. Mas segundo ela, isso não ocorreu.

A Prefeitura nega a negligência e afirmou que o ferimento não oferecia risco de morte ao animal (leia nota completa abaixo). A Prefeitura confirmou que a ave morreu três dias após o incidente com o objeto.

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ANZOL 

A mulher afirmou que funcionários do parque teriam tentando tirar o anzol com as próprias mãos. "Estou passada com isso, transtornada. Foi negligente. Em uma das minhas caminhadas, vi o pessoal que recolhe o lixo tirando o cisne da água. Eles estavam tentando puxar a linha de dentro da boca do animal. Falei que não podia, porque podia rasgar ele por dentro, que tinha que levar ao veterinário", disse ela.

A visitante do parque disse ainda que falou para os funcionários que era necessário fazer um raio-x no cisne, para ver onde estava o objeto. "Eles disseram que 'iam ver' e tiraram o animal da minha vista, levaram para administração. Os dias passaram e não vi mais o cisne", afirmou.

Em outra visita à Lagoa, ela conta que confirmou com uma equipe da Guarda Municipal a morte do cisne. "Foi um absurdo, porque eu falei (sobre o veterinário). Temos que cuidar dos animais que estão lá", disse.

A PREFEITURA

Procurada, a Prefeitura de Campinas comentou o caso em nota oficial. A nota afirma disse que "o administrador da Lagoa do Taquaral foi comunicado que havia um cisne ferido com um anzol" e que "a ave foi capturada pelos funcionários e o anzol, que estava no bico do cisne, foi retirado".

Ainda segundo a Administração, "o cisne não estava sangrando e como o bico é cartilagem, o ferimento não oferecia risco de morte ao animal".

A nota terminar dizendo que "após retirarem o anzol, o cisne foi solto novamente na Lagoa e ficou sendo acompanhado pelos funcionários durante dois dias. No terceiro dia, o animal amanheceu morto".

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