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Reprodução: ACidade ON
Jonas afirma que Campinas vai manter as cirurgias eletivas

O prefeito Jonas Donizette (PSB) afirmou na manhã dessa sexta-feira (20) em transmissão pelas redes sociais que não vai suspender as cirurgias eletivas em Campinas . Ontem, o governador do Estado, João Doria (PSDB), anunciou que assinará um decreto determinando a suspensão no Estado desse tipo de cirurgia considerada não emergencial.

Doria ainda determinou que hospitais públicos e privados não desmobilizem os leitos que foram criados para atender exclusivamente pacientes da covid-19. A justificativa do governador é devido ao aumento do número de internações e casos de coronavírus no Estado.  


Hoje, Jonas afirmou que ainda vai esperar a publicação do decreto do governo estadual para entender a abrangência da determinação, mas adiantou que a cidade está em uma situação confortável em relação ao casos da doença e de internações e que não há previsão para esse tipo de corte, na rede municipal.

"Em Campinas não haverá suspensão de cirurgia eletiva. O quadro hospitalar hoje na rede pública (Município e Estado) está em uma situação confortável. Tem gente que está precisando da cirurgia eletiva. Lá atrás nos fizemos a suspensão por necessidade. Agora não existe essa necessidade", afirmou o prefeito. Hoje, a cidade registrou mais três mortes pela doença chegando ao total de 1.354 óbitos. Também houve o registro de mais 177 casos confirmados o que fez o total de infectados desde o início da pandemia ultrapassar os 41 mil.

OCUPAÇÃO CONTROLADA

Jonas justificou, para manter essas cirurgias, que a ocupação da taxa de leitos de UTI-Covid em Campinas está em torno de 58%. Também afirmou que houve uma redução de 14,4% de casos da doença e de 55,7% de mortes na cidade.

Já o secretario de Saúde, Carmino de Sousa, disse que isso não significa a volta da normalidade de antes da pandemia. "Voltaremos à normalidade quando possível. Estamos voltando com muita cautela, mas jamais deixamos de operar na rede municipal. A Rede Mário Gatti faz em média 500 cirurgias por mês, principalmente as de urgência", afirmou.

CUSTOS

O prefeito também destacou o custeio dos leitos de UTI, que chegam a R$ 2,4 mil por dia. "Enquanto o governador determina a manutenção, o Ministério da Saúde está desabilitando. Quem vai pagar por esse leito, ninguém sabe", afirmou. O Ministério da Saúde ao desabilitar deixa de enviar recursos aos municípios para cobrir esse custo.

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