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Exportações de automóveis na RMC sobem 176,6% em outubro
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Exportações de automóveis na RMC sobem 176,6% em outubro

A venda de automóveis ao exterior por montadoras da RMC (Região Metropolitana de Campinas) cresceu 176,6% em outubro, comparando-se ao mesmo mês de 2019. A recuperação do setor, que apresenta números positivos pelo 4º mês consecutivo, contraria o panorama comercial da região, marcado por quedas seguidas das exportações.

Em outubro, o volume exportado de US$ 317,5 milhões foi 16,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado das exportações, que não foi pior graças ao aumento relevante na venda de veículos automotivos (176,6%), açúcar (130,4%), carne, miudezas ou sangue (48%), fios e cabos (21%), e agroquímicos (4,79%), teve como principais baixas produtos como polímeros, peças e acessórios para veículos, e medicamentos, que registraram em suas transações, respectivamente, reduções de 59%, 37% e 21%, sempre na comparação com o mesmo período de 2019. 


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Como reflexo do desaquecimento econômico global provocado pela pandemia de coronavírus, as importações da RMC também vêm sofrendo, ao longo de 2020, seguidas diminuições. No mês de outubro, o decréscimo em relação ao ano passado foi de 19,2% após o volume importado ter atingido US$ 1,1 bilhão. A variação negativa pode ser explicada pelas quedas na compra de peças e acessórios para veículos (-41%), compostos heterocíclicos de nitrogênio (-33%), agroquímicos (-26%), aparelhos elétricos (-25,6%) e circuitos eletrônicos integrados (-20,3%).

Cenário

Desde janeiro, as importações na região somam 10 bilhões de dólares, enquanto as exportações totalizam 2,79 bilhões. Com isso, o déficit comercial da RMC é de US$ 7,2 bilhões no acumulado do ano, superior ao déficit estadual de US$ 4,08 bilhões. O Estado de São Paulo teria alcançado um superávit não fosse o resultado da balança comercial na Região Metropolitana de Campinas.

De acordo com o estudo do Observatório PUC-Campinas, realizado a partir da extração e análise dos dados fornecidos pelo Ministério da Economia, o desempenho comercial da RMC indica um cenário de queda de atividade para a maioria dos segmentos da indústria, sobretudo os ligados à fabricação de eletrônicos e aparelhos telefônicos. O setor automobilístico, apesar da ascensão das exportações de automóveis nos últimos meses, ainda segue prejudicada no ano.

Responsável pelas análises, o economista Paulo Oliveira afirma que, embora a região apresente um déficit estrutural, os números atuais refletem consequências da covid-19. Ao longo de 2020, as exportações da RMC caíram para nove dos dez principais mercados de destino. A exceção é a China. Pelo lado das importações, o cenário é o mesmo, com aumento nas compras somente da Índia.

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