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Carmino de Souza, secretário de Saúde de Campinas.
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Carmino de Souza, secretário de Saúde de Campinas.


Em transmissão nas redes sociais durante a manhã desta sexta-feira (4), o secretário de Saúde de Campinas , Carmino de Souza , declarou que os novos casos de covid-19 estão se concentrando na população jovem, e a maior transmissão está sendo doméstica (dentro de casa).

De acordo com Cármino, é observado pela Saúde que a maioria dos pacientes diagnosticados pela doença têm sido na população mais nova.

"Não temos nenhuma piora aguda, isso quero deixar bem claro, mesmo o número de casos tendo aumentado muito. O que há é uma grande concentração em jovens. As mortes ainda prevalecem em idosos, mas os casos hoje confirmados em sua grande maioria estão na faixa de 19, 20 anos até 40 e 50 anos", afirmou.


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No boletim de hoje, divulgado pela Prefeitura, foram confirmadas mais três vítimas por covid-19 - sendo uma delas era um homem de 37 anos sem outras doenças- e um aumento de 355 novos casos. O número de novos casos têm se mantido alto nos últimos dias, mas segundo o secretário o aumento se deve a realização de mais testagem. 

"Nós hoje testamos o que estão doentes, todos os sintomáticos respiratórios e nessa semana começamos a testar os contactantes", disse.  

LOTAÇÃO NO HC

Questionado sobre aumento de procura na rede municipal, em comparação com o HC (Hospital de Clínicas da Unicamp) , que ontem (3) declarou aumento de casos de covid-19 e lotação total, o secretário negou aumento de pacientes nos pronto-socorros. 

"Nos Pronto-Atendimentos e Prontos Socorros houve uma diminuição na semana passada, essa ainda não fechou e não tem como saber. Na atenção básica houve um ligeiro crescimento, mas é natural que seja assim porque estamos pedindo para as pessoas irem até a unidade", disse. 

A faixa de transmissão da covid-19, segundo o secretário, está atualmente em 1. Na prática, a taxa em 1 significa que 100 pessoas contaminadas passam a doença para outras 100. Ainda com a transmissão maior em jovens, Cármino fez apelo aos mais novos. 

"Temos que pedir, fazer apelo para que se cuidem. Que não levem a doença para suas casas porque a transmissão domiciliar passou a ser a transmissão preferencial, muito mais que no transporte coletivo ou outro tipo, e acho que isso se deve a um descuido. Entendemos o cansaço, mas temos que ver que estamos próximos a vacina", amenizou.

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