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Covid-19: Campinas anuncia aumento de 10 leitos e volta a pedir ajuda para Estado
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Covid-19: Campinas anuncia aumento de 10 leitos e volta a pedir ajuda para Estado


O prefeito de Campinas , Jonas Donizette (PSB), informou nesta quarta-feira (30), que vai aumentar o número de leitos voltados ao tratamento da covid-19 na cidade. Um documento deve ser protocolado já pelo prefeito eleito Dário Saadi (Republicanos) pedindo ajuda para o Estado. 

A declaração foi feita durante transmissão nas redes sociais hoje cedo. Segundo Jonas, 10 novos leitos municipais serão de recuperação ambulatorial e devem ser instalados no Hospital Ouro Verde. A habilitação tem previsão de começar até janeiro. Segundo o prefeito, a medida foi tomada para reforçar a atenção, que pode ter aumento na demanda em meio a virada de ano.

Já no âmbito estadual, o prefeito citou a habilitação de 13 novos leitos no HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp. No entanto, apesar do aumento, Jonas afirma que a Prefeitura, já representada por Dário, deve encaminhar nos próximos dias um pedido de auxílio ainda maior para o governo estadual.

"O prefeito eleito está protocolando um documento pedindo uma providência do governo do Estado, porque estamos acolhendo muita gente na região, tanto nos hospitais públicos como nos hospitais privados, então precisamos desse suporte, que vai ser pedido em documento oficial e esperamos contar com essa ajuda", afirmou. 

Segundo o balanço da Secretaria da Saúde, 40% dos internados por covid-19 em Campinas, tanto na rede pública como privada, são pacientes de outras cidades. 

Até o boletim de ontem (29) a cidade contava com 79,46% de ocupação total dos leitos contando todos os setores. Na rede municipal, o total de ocupação era de 86,48%, já na estadual de 94,12%, com apenas um leito livre.

Durante o pedido de ajuda, Jonas comparou o total de leitos estaduais que a cidade chegou a ter no começo da pandemia, comparados aos atuais.

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"Nós temos aqui uma situação, que na época da pandemia, a AME (Ambulatório Médico de Especialidades) não havia sido inaugurada e o Estado transformou em hospital covid. Na época foram 35 leitos e chegamos até 90 leitos estaduais. Hoje estamos apenas com 17. Há a notícia que hoje a Unicamp vai assinar 13 novos leitos. Esperamos que isso aconteça, mas mesmo assim vai para 30. Perto dos 90 que tivemos, é um terço", citou o prefeito.  


SOBRECARGA DE FORA

Segundo o secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza, quem estava oferecendo suporte à região, recebendo pacientes de fora e sobrecarregando o sistema de Saúde era Campinas.

"Campinas tem dado suporte. Hospitais particulares afirmam que mais da metade dos pacientes tratados não são de Campinas. Nós tivemos um problema que acabamos de resolver com o governo, que foi a CROS São Paulo colocando pacientes nos leitos contratados pelo município como vaga zero. Ou seja, colocar o paciente na ambulância, chegar na porta do hospital e dizer olha eu sei que você tem leito ai e coloca para dentro", explicou. 

"Vieram pacientes não só da região de Campinas, tivemos pacientes da região de Bragança Paulista, Circuito das Águas, São Paulo, nas portas dos hospitais particulares e da Rede Mário Gatti. Não temos condição de dar suporte para o Estado dessa maneira, se não perdemos completamente nosso planejamento", afirmou, citando que o governo recebeu a reclamação e parou com o encaminhamento na última segunda-feira.  

AUXÍLIO EM VERBA

Ainda durante a transmissão, o prefeito de Campinas, como presidente da FNP (Frente Nacional de Prefeitos) adiantou que o governo federal deve assinar hoje a liberação de R$ 900 milhões para os municípios sedes do Brasil, sendo que São Paulo deve receber cerca de R$ 170 milhões. Ele acredita que Campinas deve receber entre R$ 17 milhões e R$ 20 milhões.

"Foi uma luta muito grande da Frente Nacional de Prefeitos para garantir sustentação financeira na área de saúde", afirmou.

Segundo o secretário de Saúde, o valor ainda está sendo negociado e será estabelecido por critérios populacionais.

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