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Grupos de mães protestam contra fechamentos de alas em Hospital de Sumaré
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Grupos de mães protestam contra fechamentos de alas em Hospital de Sumaré

Um grupo de mães realizou um protesto, na manhã desta quinta-feira (14), em frente ao Hospital Estadual de Sumaré, pedindo a revogação das medidas que causaram fechamento das alas de pediatria e de oftalmologia do hospital, anunciado na última quinta (7). 

A maior reclamação das mães é que, com o fechamento, é que o atendimento na cidade e na região foi prejudicado, com sobrecarga agora nas UPAs (Unidade de Pronto Atendimento), e transferências para outros hospitais distantes.  

"Eu estou aqui para juntar forças para que o nosso governador reveja esse decreto e devolva a verba para o nosso município. Nós não temos outro hospital, e ele não atende só Sumaré, como toda a região. Para onde vamos mandar essas crianças que precisam da ala de pediatria? Temos crianças que moram no hospital", disse a moradora Inês Biondo, que esteve na manifestação nessa manhã. 

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A suspensão é resultado de um corte de 6,5% no orçamento do hospital e que, de acordo com a diretoria executiva da área da saúde da Unicamp, vai provocar quase 100 demissões, suspensões de exames, consultas e cirurgias ambulatoriais, além dos fechamentos do serviço de oftalmologia, da enfermaria e urgência referenciada de pediatria.  

"A direção do hospital explica que todos os pacientes que estavam agendados serão cancelados e redirecionados para a Diretoria Regional de Saúde (DRS-7) reprogramar em outra unidade de saúde. Já os pacientes operados continuam o pós-operatório e retorno neste mês de janeiro", informou a assessoria do hospital em nota na época. 

O QUE DIZ O ESTADO 

Procurada, a Secretaria Estadual de Saúde disse que a assistência à população da região de Campinas está garantida, inclusive na área de Pediatria. Disse ainda que o Hospital Estadual de Sumaré já atua com Pronto Socorro referenciado, o que significa que o fluxo de ingresso de todos os pacientes já se dava a partir da rede primária de saúde.  

"Também estão mantidas as cirurgias infantis e as UTIs pediátrica e neonatal, atendimentos de maior complexidade previstos no perfil da unidade e que estão inalterados", finalizou.

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