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Campinas teve aumento no número de casos de Covid-19.
Divulgação/Prefeitura de Campinas
Campinas teve aumento no número de casos de Covid-19.

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Um estudo realizado pelo Observatório PUC-Campinas aponta que o número de mortes causadas pela covid-19 continua aumentando em Campinas. O levantamento prevê ainda efeitos devastadores para economia brasileira, e consequentemente, para economia regional nos próximos meses.

Somente no período de 17 a 23 de janeiro, Campinas registrou 2.080 casos, o que representa uma alta de 4,26% em relação a semana interior. As mortes tiveram um aumento ainda maior, segundo o relatório. Em uma semana Campinas registrou 47 mortes, uma porcentagem de 11,90% a mais.

LEITOS LOTADOS


No último fim de semana, Campinas chegou a ficar por algumas horas com 100% de ocupação em leitos SUS de UTI, numa semana em que a taxa ocupação geral do município de leitos de UTI-Covid esteve sempre acima de 80%.

"É um dado extremamente preocupante, visto que a cidade ocupa uma posição de referência regional, com muitos pacientes de outros municípios internados em Campinas", disse o infectologista André Giglio Bueno, que analisa dos dados de saúde do estudo.

REGIÃO EM QUEDA

Na contramão de Campinas, a região englobada pelo DRS 7 (Departamento Regional de Saúde) e a RMC (Região Metropolitana de Campinas) apresentaram queda tanto no número de novos casos quanto de mortes.

Para o especialista, os números refletem estabilidade da pandemia na região, porém em níveis bastante elevados, que pressionam o sistema de saúde e demandam maior distanciamento físico.

A variação do DRS-Campinas em termos de novos casos foi de 8.3 mil casos (-12,54%) e a RMC, 5,6 mil casos (-8,25%). Em relação à semana passada, as novas mortes tiveram queda no DRS-Campinas, 128 óbitos (-7,91%); e na RMC, 90 (-8,16%).

MAS NEM TANTO

Apesar de em um panorama geral a RMC registrar queda, algumas cidades da região, assim como Campinas, preocupam. Paulínia, Indaiatuba e Jundiaí são os municípios com maior incidência, todos com mais de 5 mil casos por 100 mil habitantes.

Santa Bárbara d'Oeste também continua entre os municípios com maior índice de mortes do DRS-Campinas, com 131 mortes por 100 mil habitantes. O município está, inclusive, no grupo dos 25% dos municípios com maiores taxas de mortalidade, no estado de São Paulo, com corte em 104 mortes por 100 mil habitantes.

FISCALIZAÇÃO

O infectologista André Giglio Bueno acredita que, devido às dificuldades econômicas e o "cansaço" gerado pela pandemia, será necessário um grande esforço de fiscalização por parte dos municípios para que as regras estabelecidas pelo plano São Paulo sejam de fato respeitadas.

"As tentativas de manter estabelecimentos abertos e funcionando de maneira velada e irregular devem ser mais frequentes do que em momentos anteriores de fases laranja e vermelha na região", ponderou.

IMPACT O NA ECON OMIA

Sob o aspecto econômico, o coordenador do estudo e economista Paulo Ricardo S. Oliveira destaca que os dados continuam mostrando diminuição da atividade produtiva.

"A RMC fechou 2020 com queda -22,2% das exportações, -9,9% das importações e -3,8% do saldo da balança comercial. Para uma região industrial, com alta dependência da importação de insumos, esses números indicam queda da atividade produtiva externa e interna", explicou.

Ele ressalta que os dados demostram também aumento no desemprego, alta de preços pressionando a inflação e reflexos da segunda onda da covid-19 na Europa e nos Estados Unidos, que afetará o Brasil e a RMC até que a vacinação atinja os níveis mínimos para permitir a retomada das economias desses países.

"Seguimos afirmando que, sem medidas de proteção da renda e do emprego e diante do cenário econômico e social atual, os efeitos da pandemia podem ser devastadores para economia brasileira, e consequentemente para economia regional nos próximos meses", afirma.

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