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MP denuncia casal e jovem por tortura de menino acorrentado em barril
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MP denuncia casal e jovem por tortura de menino acorrentado em barril

O MP (Ministério Público) de Campinas denunciou o casal, um auxiliar de serviços gerais de 31 anos, sua mulher, uma faxineira, de 39, e a filha dela, uma vendedora de 22 anos, por torturar o menino de 11 anos que foi encontrado acorrentado em um barril. O caso ocorreu no dia 30 de janeiro no bairro Itatiaia, em Campinas, e gerou comoção nacional.

Segundo a Promotoria, se a denúncia da promotora Adriana Vacare Tezine for acolhida pela Justiça, o pai do menino também responderá por abandono intelectual, já que não matriculou nem manteve o filho na escola durante o ano de 2020.

A denúncia do MP cita o resultado de exame de corpo de delito, que apontou na criança lesões causadas por agentes contundentes e corto-contundentes. O caso foi relevado após o garoto ser encontrado nu, com fome, acorrentado em um latão dentro da própria casa pela polícia militar após denúncia de vizinhos.

O casal e a jovem foram presos em flagrante no mesmo dia pela polícia e estão em penitenciárias de Tremembé. Já o menino foi levado para Hospital Ouro Verde, depois transferido para o Mário Gatti, por conta do quadro de desnutrição severa que se encontrava. Ele foi resgatado com 27 kg, enquanto o ideal para sua idade seria 35 kg.

Após ficar internado por quatro dias, ele recebeu alta e foi encaminhado a um abrigo a pedido do MP. Com a repercussão do caso, o menino recebeu diversas doações, incluindo bolsas de estudos internacionais e uma vaquinha on-line.

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Criança ficava dentro de barril embaixo de telha do tipo brasillit e uma pia de mármore (Foto: Reprodução/Polícia Militar)

INVESTIGAÇÃO

Além do MP, a Prefeitura de Campinas também investiga o caso, para verificar se houve omissão de serviços municipais que acompanhavam a família. O Conselho Tutelar também é acompanhado pelo Ministério, uma vez que afirmou acompanhar a famílias, mas desconhecer a violência imposta ao menino.



Um laudo do Instituto de Criminalística de Campinas revelou ainda que na casa onde ele morava havia comida armazenada em armários e duas geladeiras, além de itens de luxo, como uma máquina de café de cápsulas. Enquanto isso, o menino pode ter passado um mês acorrentado no barril, em pé, segundo a polícia civil e relatos de vizinhos.

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