Câmara realiza debate sobre o Dia Internacional de Combate ao Racismo
Reprodução: ACidade ON
Câmara realiza debate sobre o Dia Internacional de Combate ao Racismo

A vereadora Guida Calixto (PT) promove nesta terça-feira (23), às 9h30, um debate sobre o Dia Internacional de Combate ao Racismo e os desafios da sociedade em busca da igualdade. Para falar sobre o tema, a parlamentar convidou para o evento o advogado Douglas Martins de Souza, que é um histórico militante do movimento negro. O evento será transmitido pela TV Câmara.

"Neste último dia 21 ocorreu o Dia Internacional de Combate ao Racismo, mas infelizmente não temos o que comemorar. Não se trata de uma data para festejar e, sim, de um momento para lutar contra o racismo e toda forma de discriminação, um momento de luta contra um governo racista, homofóbico e misógino, que coloca o lucro dos grandes interesses econômicos acima da vida", afirma Guida.

A vereadora relembra que a própria data de 21 de março foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas em razão da luta contra o racismo.  

"Durante o regime do Apartheid, na África do Sul, em 21 de março de 1960, mais de 20 mil pessoas protestavam pacificamente na cidade de Joanesburgo contra uma lei que restringia a circulação da população negra pelo país e foram brutalmente reprimidas, com 69 mortos e 186 feridos", relembra.

A vereadora enfatiza que a África do Sul não foi o único regime segregacionista. "As colônias africanas dominadas pelos europeus durante parte do século XX, a política segregacionista nos Estados Unidos até a década de 1960, entre outras formas de racismo que ainda perduram pelo mundo afora, são exemplos da árdua luta do povo negro e da humanidade em defesa da igualdade racial", destaca.

No Brasil, acrescenta a parlamentar, após um século de escravização da população indígena e dos afrodescendentes, o racismo institucional perdurou e perdura das mais variadas formas.  

"Seja pela política eugenista do início do século, pela tentativa de apagamento da memória da escravização, pela tentativa de construção do discurso da democracia racial ou pela violência cotidiana contra negros e negras, uma violência de classe e racista", conclui.

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