Campinas reforçou fiscalização durante toque de recolher.
Divulgação/Prefeitura de Campinas
Campinas reforçou fiscalização durante toque de recolher.

A Prefeitura de Campinas confirmou na manhã desta segunda-feira (22) que a possibilidade de antecipação de feriados municipais está descartada neste momento. 

Na última quinta-feira (18) durante o fórum da SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas) o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos) afirmou que a cidade estava estudando adiantar feriados como uma forma de frear o avanço de casos de covid-19. 

A medida seria semelhante a que havia sido colocada em prática no ano passado, quando o então prefeito Jonas Donizette (PSB) adiantou em maio dois feriados municipais. Com isso, a cidade chegou a ficar com atividades suspensas por três dias, já que o Estado havia também antecipado o feriado de 9 de julho, aniversário da Revolução Constitucionalista. 

Na sexta-feira (19) durante a reunião com os prefeitos da RMC (Região Metropolitana de Campinas) que decidiu por não decretar o locdown , o prefeito já havia sinalizado uma recusa por parte dos prefeitos sobre a antecipação. 

"Em relação às antecipação dos feriados, existe a preocupação de aumentar festas. De fazer churrascos e aumentar as aglomerações", disse o prefeito de Campinas, citando que a medida havia sido descartada pelos demais.  

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EM SÃO PAULO

Na cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou na última semana a antecipação de cinco feriados a partir da próxima sexta-feira (26). A medida foi municipal, e no Estado, o governo ainda não anunciou nenhuma medida semelhante por parte dos feriados estaduais.


Para a infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia Raquel Stucchi a antecipação do feriado é um erro, e pode causar um "desastre" com ainda mais aglomerações.

"Algumas atitudes, como do prefeito de São Paulo, de antecipar feriados, na minha visão é um erro. As pessoas já estão com baixa adesão em relação ao isolamento. Eu acho que o feriado, como eles não podem ser cancelados, deveriam ser adiados, deixa pra novembro ou dezembro quando já teremos mais pessoas vacinadas. Colocar mais dias, próximo ao domingo de Páscoa que as pessoas já fazem reunião familiar pode ser um desastre, com pessoas migrando para opções de lazer e ficando descontrolado" afirmou.

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