Justiça arquiva caso de compras de testes de covid-19 em Campinas
Reprodução: ACidade ON
Justiça arquiva caso de compras de testes de covid-19 em Campinas

A Polícia Civil e o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) pediram o arquivamento do inquérito contra um ex-servidor da Prefeitura de Campinas preso, em abril do ano passado, suspeito de negociar a venda de 25 mil testes para detecção do novo coronavírus . A Justiça já aceitou o pedido feito pelos dois órgãos. 

O ex-servidor, identificado como Luiz Fernando Mariano Mateus, que era funcionário da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer há sete anos, foi detido junto com outros três homens no dia 14 de abril.

"Entendo que não há elementos suficientes para o início da persecução penal. Isso porque, não obstante a existência de indícios de compra fraudulenta dos testes de covid-19, pela ausência de autorização da empresa que importa os testes que foram oferecidos, não há qualquer comprovação da origem ilícita dos testes que seriam vendidos", afirmou promotora Yumica Asahara.

Durante a eleição de 2020, o então candidato Dário Saadi (Republicanos) foi acusado pelos adversários de ter feito parte do suposto esquema. Ele prestou depoimento por conta própria e sempre negou participação. O prefeito nunca foi considerado suspeito pela Polícia Civil.

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O QUE DIZEM

Procurada, a Prefeitura de Campinas afirmou que como tratava-se de um funcionário que ocupava um cargo em comissão, a partir do momento de sua exoneração, ele não tem mais vínculo com a Prefeitura. "A Administração Municipal não é parte do processo", disse.

Procurado, o ex-assessor da Prefeitura afirmou que esta investigação prejudicou muito sua vida pessoal.

"Acabaram com minha vida. Foi muito injustiça o que fizeram comigo. Foi política no meio, que era para atingir outras pessoas e eu fui sacrificado injustamente. Mas o importante é que a Justiça foi feita", disse.


O CASO

A Polícia Civil chegou a investigar se os kits pertencem aos lotes roubados do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o que nunca foi comprovado.

Na época, a Polícia chegou a afirmar que Luiz Fernando seria o comprador dos lotes. Os outros suspeitos explicaram que receberiam 2% de comissão pela venda do lote, sendo que cada kit custaria R$ 130.

O servidor foi demitido, na época, pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), mas sempre negou qualquer participação.

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