É fake que cidades não registram óbitos e nem internações após kit covid
Reprodução: ACidade ON
É fake que cidades não registram óbitos e nem internações após kit covid

Mesmo cientistas divulgando estudos que refutem a eficácia de medicamentos do chamado kit covid como cloroquina, ivermectina e azitromicina para o tratamento precoce da Covid-19 , algumas prefeituras brasileiras adotaram o procedimento em seus municípios. Na região de Campinas , a cidade de Engenheiro Coelho foi uma delas. 

É FAKE 

Além de teorias conspiratórias sobre os estudos já divulgados contra as medicações, uma lista com 16 cidades brasileiras circula nas redes sociais afirmando que os municípios zeraram óbitos e internações causadas pelo novo coronavírus após adoção do "tratamento precoce". 

Sobre isso, o Instituto Butantan esclarece que há tanto pessoas internadas quanto óbitos registrados em quase todas as cidades do Brasil. Além disso, o Butantan reforça que algumas prefeituras da lista já negaram ter o chamado "kit covid" para combater a doença. 

O instituto ainda ressalta que as únicas medidas de proteção contra a covid-19 com eficácia comprovada são o uso de máscaras e álcool em gel, o distanciamento social e a vacinação. 

Além de não combater a doença, o uso de tais medicamentos pode levar a morte, de acordo com a infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia Raquel Stucchi. 

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"Nós temos relatos de todos os hospitais que comentam que muitos desses pacientes [que vieram a óbito] chegam já com uso de medicações que consideravam úteis, de tratamento precoce que são inúteis, e muitos desses tratamentos precoces inserem corticoides na fase inicial da doença e isso contribui para agravamento maior do quadro clínico", disse. 

TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS 

Na região, um paciente de Indaiatuba entrou na fila de transplante de fígado do HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, em Campinas, após utilizar o kit covid. Além do homem atendido em Campinas desde o final de janeiro, transferido da capital, outras quatro pessoas também foram atendidas em São Paulo e levadas à fila de transplante de fígado. 

Na Unicamp, o paciente chegou, segundo o hospital, com a pele amarelada e com histórico de uso de remédios do kit covid, entre eles ivermectina, cloroquina, azitromicina, além de zinco e vitamina D. Todos prescritos por médicos, segundo a Unicamp. O paciente ainda não tinha doenças anteriores e tem cerca de 50 anos.

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