Gaeco prende 14 pessoas ligadas ao crime organizado
Reprodução: ACidade ON
Gaeco prende 14 pessoas ligadas ao crime organizado

Uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e do Baep (Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar) contra o crime organizado prendeu duas pessoas na RMC (Região Metropolitana de Campinas) nesta quinta-feira (22). A ação, iniciada às 3h da madrugada, cumpre 24 mandados de busca e apreensão, e 18 de prisão.

A operação Rebote teve o objetivo de desmanchar organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas e esquema de roubos de carga. Junto com os presos, os agentes apreenderam armas de fogo, grande quantidade de drogas, aparelhos de telefone celular e quantia aproximada de R$ 60 mil em dinheiro. 

Das duas prisões realizadas nesta manhã na RMC, uma ocorreu em Indaiatuba e uma em Valinhos. Outras foram efetuadas em Estiva Gerbi, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Itapira, Várzea Paulista e Jundiaí, somando 14 prisões, sendo 13 homens e uma mulher. 

De acordo com o Major André Luiz Pereira do Baep, os presos foram surpreendidos enquanto dormiam. "A grande maioria foi surpreendida dormindo, e não esboçaram reação e foram presos. Nós tivemos um que tentou fugir pelos telhados, mas com o apoio dos cães da PM foi preso também", disse. 

O Ministério Público tem 30 dias para encerrar as investigações, ouvindo os investigados e examinando os materiais apreendidos (documentos e equipamentos eletrônicos), para apresentar a denúncia perante a Justiça Pública. Já os investigados podem responder por crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio e ocultação de cadáver. 

CONTRA POLICIAIS CORRUPTOS 

Também nesta quinta-feira, de forma integrada, a Corregedoria da Polícia Militar deu início a diligências com foco em eventual participação de policiais militares no esquema criminoso alvo da Operação Rebote. Houve expedição de dois mandados de prisão para policiais militares e 13 de busca e apreensão. 

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Ao todo, participaram da operação Rebote 17 promotores de Justiça, além de cinco servidores do Ministério Público e cerca de 180 policiais militares. 

NAS INVESTIGAÇÕES 

As investigações, iniciadas em setembro de 2020 para reprimir a organização criminosa, revelaram que a maioria dos investigados ocupava funções de liderança regional e estadual na facção e no tráfico de drogas das respectivas cidades. 

Ainda durante o monitoramento e as investigações que antecederam a operação, foi possível a prisão em flagrante de outras seis pessoas pelos crimes de tráfico de drogas e furto de caixas eletrônicos. 


Foi possível ainda identificar o envolvimento de policiais militares em crime de furto de caixas eletrônicos, resultando na prisão em flagrante de dois integrantes de uma quadrilha. 

A operação recebeu o nome Rebote por ter tido como origem investigar e prender outros integrantes da facção criminosa que permaneceram na prática dos crimes após a deflagração da Operação Macuco, em agosto de 2020. Na ocasião, 44 pessoas foram presas, sendo 15 em flagrante. Nas duas fases, a Macuco resultou em ações contra 29 réus.

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