Exército Brasileiro durante desinfecção da Rodoviária de Campinas.
Divulgação/Exército Brasileiro
Exército Brasileiro durante desinfecção da Rodoviária de Campinas.

A nova cepa indiana - confirmada pelo governo do Maranhão na quinta-feira (20) no estado - pode fortalecer uma terceira onda de Covid-19 em Campinas, segundo o Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde). Até o momento, não há registro da circulação desta variante no município ou no estado de São Paulo. Ontem, os primeiros casos da variante no Brasil foram detectados em tripulantes do navio MV Shandong da Zhi que seguem isolados.

No total, são seis casos desta nova cepa indiana, sendo que cinco dos infectados estão em quarentena no navio. Em Campinas, atualmente estão circulando a cepa original do coronavírus e a variante P.1 - sendo a última considerada predominante entre os casos e mortes. Ela foi confirmada em Campinas no dia 31 de março.

Segundo a diretora do Devisa de Campinas, Andrea von Zuben, caso a cepa indiana comece a circular no município, existe a chance de ela fortalecer uma possível terceira onda de covid-19. Além dela, soma-se a isso um pequeno aumento - considerado sutil - de casos da doença confirmados na última semana e a limitação da vacinação contra a doença.

MAIS VACINA

Até o momento, Campinas aplicou 266.212 primeiras doses contra o coronavírus. A segunda dose, chamada de reforço, foi dada a 145.117 moradores. E, ainda hoje, um estudo apontou que Campinas pode levar quase dois anos para finalizar a vacinação de covid-19 (leia mais aqui).

"Existe uma preocupação, sim. Acho que a forma de não ter uma 3ª onda seria se tivesse uma vacinação maior que a capacidade de transmissão. Mas, ainda temos a limitação da vacinação. E, baseado nos indicadores que estamos monitorando, existe um pequeno aumento de síndromes respiratórios e gripais", disse ela.

SÚTIL

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Esse aumento ainda é considerado sutil e foi visto apenas nesta última semana. Um deles, por exemplo, é um pequeno crescimento de positividade de exames laboratoriais. Antes, havia cerca de 25 a 30 exames laboratoriais positivos a cada 100 realizados para covid-19 em Campinas. Nesta semana, o número está em torno de 31 (a cada 100).

"É um número que vem chamando a atenção. É muito sutil, não dá para afirmar nada ainda pois nossos dados estão estáveis. Mas deixa a gente bastante atento. A possibilidade de uma 3ª onda é real", afirmou Andrea.

Hoje a Prefeitura apresentou à FNP (Frente Nacional de Prefeitos) um estudo que mostra a relação do bom desempenho de Campinas durante a segunda onda da covid-19 por conta da análise de indicadores de monitoramento precoce feita pela Saúde municipal.


CUIDADOS

Por conta deste cenário, o Devisa reforça a necessidade de se manter os cuidados exigidos pela pandemia, entre eles distanciamento social de 1,5 metro, uso obrigatório de máscara de proteção e higienização das mães - especialmente em ambientes externos.

"Sabemos que existe a fadiga da pandemia, o que é totalmente entendível. Estamos com 14 meses de pandemia, existe uma exaustão. As pessoas querem ver parentes e amigos, e existe essa falsa sensação de que isso é seguro. Mas vemos vários surtos familiares. Então, é preciso sair com consciência, ficar de máscara e evitar o contato físico", afirmou a diretora.

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