Com 100% dos leitos ocupados, 45 pacientes aguardam por vagas em Indaiatuba
Reprodução: ACidade ON
Com 100% dos leitos ocupados, 45 pacientes aguardam por vagas em Indaiatuba

Indaiatuba atingiu taxa de 100% de ocupação em todos os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e de enfermaria exclusivos para o atendimento de pacientes com covid-19. Com isso, 45 pacientes aguardam em filas de espera para receber o atendimento adequado. O levantamento foi divulgado na terça-feira (08). 

De acordo com a Prefeitura, a cidade já enfrentou lotação em outros momentos da pandemia, mas essa é a primeira vez que o município registra lista de espera por leitos. Dos 45 pacientes, 16 aguardam uma vaga em UTI e 29 em leitos de enfermaria. 

Ainda segundo a Administração, o HAOC (Hospital Augusto de Oliveira Camargo) tem 24 leitos de UTI e 60 de enfermaria. Todos estão ocupados. O Hospital Santa Ignês também está com 100% de lotação, onde as 14 vagas de terapia intensiva e 22 de enfermaria estão ocupadas. Há ainda quatro leitos alugados em cidades da região e todos estão lotados.  

A secretária de Saúde Graziela Garcia acredita que as filas de espera são reflexos das aglomerações gerados durante o último feriado de Corpus Christi. Questionada sobre o encaminhamento desses pacientes para hospitais da região via Cross (Central de Regulação e Oferta de Serviço da Saúde), Graziela diz que tem recebido somente respostas negativas. 

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"Nós temos pedido vagas para Cross e para outras patologias eles têm nos ajudado, agora para covid a região inteira vive a mesma situação. A opção foi equipar as UPAs (Unidade de Pronto-Atendimento) para a gente ficar com esses pacientes em condições de atendimento até que um leito definitivo seja liberado". 

De acordo com a titular da pasta, na última quinta-feira (3), Indaiatuba fez um chamamento de vacinação para 4 mil pessoas, mas metade não compareceu porque iria viajar. 

"A gente precisa da mudança de atitude da população, para que entendem o momento que a cidade está enfrentando, as dificuldades do sistema de saúde e que isso só pode ser controlado com uma mudança de comportamento da população, principalmente dos jovens", destacou a secretária.

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