Sob pressão, Mário Gatti converte 14 leitos para não-covid em Campinas
Reprodução: ACidade ON
Sob pressão, Mário Gatti converte 14 leitos para não-covid em Campinas

Sob pressão, o Hospital Municipal Mário Gatti de Campinas informou nesta quarta-feira (30) que disponibilizou 14 leitos que estavam funcionando como UTI-Covid para pacientes com outras doenças. A medida, segundo a Prefeitura, visa reduzir a pressão por internação em leito de terapia intensiva para atendimento de pacientes com acidentes vasculares, cerebrais, de trânsito, entre outros.

De acordo com a Administração, a reversão desses leitos foi possível com a abertura, no início do mês, de 15 leitos de UTI-Covid no Hospital Mário Gatti-Amoreiras (antigo Hospital Metropolitano).   

Mesmo com a mudança, o SUS Campinas está com o dobro de leitos para doentes graves de covid do que possuía. Em janeiro eram 74 e, agora,149. Desse total, 30 estão no Hospital Mário Gatti, 55 no Ouro Verde,15 no Metropolitano e os demais na rede conveniada.

Apesar disso, a ocupação do SUS municipal hoje é de 99,33%. Há apenas um leito livre.

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JÁ OCUPADOS

Na tarde desta quarta-feira, os leitos convertidos para não-covid já estavam ocupados. Apesar do aumento da disponibilidade, no Hospital Mário Gatti havia, ainda, 35 pacientes não covid à espera de internação em leitos de UTI ou enfermaria.

Segundo o presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni, a reversão dos leitos ocorre em um momento em que está havendo grande pressão por UTI não covid, ao mesmo tempo em que os atendimentos nos gripários, embora ainda altos, estão menos pressionados uma redução de 25% em relação aos meses anteriores.

São casos menos graves de covid no total de atendimentos e com menor encaminhamento para UTIs. Ainda assim, há espera de pacientes Covid para internação em UTI. 


PACIETNES COM MENOS DE 60 ANOS

Na segunda-feira, o presidente da Rede Mário Gatti havia explicado em live oficial que o motivo principal é que pacientes com menos de 60 anos estão permanecendo mais tempo em UTI dificultando, assim, a liberação de leitos para atender a fila de espera. Essa população permanecia em média entre 14 e 15 dias internada, e agora o tempo está em 19 dias.

O momento ainda é delicado e o acompanhamento da situação dos leitos geridos pelo município é feito diariamente, de acordo com as necessidades de internação dos pacientes.

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