Devisa rejeita escolha de marca de vacina em Campinas:
Reprodução: ACidade ON
Devisa rejeita escolha de marca de vacina em Campinas: "é optar por ter a doença"

Após casos relatados em todo o país de pessoas que estão recusando a imunização contra a covid-19 na tentativa de escolher determinado fabricante da vacina, a diretora do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) de Campinas, Andrea von Zuben, foi taxativa ao comentar sobre o assunto. 

Rechaçando o ato de tentar "escolher" vacina, Andrea afirmou que a tentativa prejudica o controle da doença e interfere no combate à pandemia. 

" Quando a pessoa escolhe uma vacina, está escolhendo a doença. Isso porque está se submetendo ao risco de adoecer, de transmitir a doença, de ficar grave e eventualmente até evoluir ao óbito. Nesse momento, ela está abrindo mão da imunidade individual e interferindo na imunidade coletiva, porque quanto mais gente vacinada, mais chance da gente conter a pandemia em menor espaço de tempo", pontuou Andrea em entrevista à EPTV. 

Apesar de haver casos de recusa em Campinas, a secretaria de Saúde não contabiliza o total de desistências por motivo de escolha de fabricante. Segundo a Prefeitura, nos casos em que isso acontece, o morador fica sem o recebimento da vacina e com o agendamento desmarcado. Sobre a tentativa de escolher o fabricante, a diretora foi precisa que é impossível a opção no momento da imunização. 

"Não há essa opção em Campinas. Se houvesse alguma recomendação clínica, alguma faixa etária não recomendada, seria amplamente anunciada a contra indicação de alguma vacina. Hoje não há contra indicação nem médica nem por escolha da pessoa", explicou. 

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VACINAS VENCIDAS 

Ontem (2), uma matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo informou que 26 mil doses de vacinas da AstraZeneca teriam sido aplicadas após o vencimento em 1.532 municípios brasileiros, incluindo doses aplicadas em Campinas. 

Durante a tarde, a Prefeitura negou a aplicação de vacinas vencidas na cidade, alegando que houve durante o registro no sistema, com a seleção de lote errado. Sobre o assunto, a diretora foi firme em negar a acusação. 

"Posso afirmar muito categoricamente que nenhuma vacina vencida pode ter sido aplicada na população campineira e acredito que nem na população da região ou do Brasil. Primeiro que as vacinas tem um giro muito rápido, segundo que temos cinco conferências antes de aplicar a vacina, cinco conferências de diferentes de validade por cinco pessoas diferentes", disse. 

"O que já conseguimos ver de maneira muito esclarecedora, foi que houve um erro na hora de clicar no lote. O lote, pra quem não sabe o que é, é uma 'sopa de letrinhas', são várias letras e números e a gente escolhe no programa do Estado qual lote foi aplicado. Nessa escolha, com mil doses aplicadas em um dia, essa pessoa fez uma escolha errada escolhendo um lote que já tinha vencido", acrescentou. 

Segundo Andrea, desde ontem a secretaria de Saúde tem entrado em contato com moradores que teriam recebido as vacinas dos "lotes vencidos". Ao todo, segundo a Administração, foram 97, o que representa 0,014% das vacinas aplicadas na cidade. 

"Já ligamos para a maioria dessas pessoas e conferimos que nas carteirinhas onde é escrito o lote está diferente do que foi clicado no programa, confirmando que foi um erro no momento de colocar no banco de dados. Se alguém ficar com duvida vamos esclarecer. Não achem que significa ter tomado vacina vencida, podem ficar tranquilos", disse.

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