Polícia Federal efetuou prisões em Viracopos em outubro do ano passado.
Divulgação/Polícia Federal
Polícia Federal efetuou prisões em Viracopos em outubro do ano passado.

O policial civil Everton Pereira Sousa, acusado de envolvimento em um esquema de tráfico internacional de drogas no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, se entregou nesta quarta-feira (7) à Corregedoria da Polícia Civil.

Segundo a defesa do agente, Sousa vai provar a inocência e entrará com pedido de revogação da prisão. Ele já já havia sido preso temporariamente na primeira fase da Operação Overload, que também investiga o tráfico de drogas no terminal.

Nesta nova fase da operação, chamada Airline, o policial civil teve decretada pela Justiça a prisão preventiva - que é a prisão por tempo indeterminado. Com ele, passa para 16 o número de presos na investigação. Dois alvos seguem foragidos.

A OPERAÇÃO

A operação Airline foi deflagrada ontem (6) e, ao todo, foram cumpridos hoje 18 mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em Campinas, e 15 pessoas foram presas.

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Segundo a PF, 14 dos 15 presos ontem já haviam sido detidos na Operação Overload, mas foram postos em liberdade em novembro do ano passado. O novo investigado é um despachante aduaneiro que atuava em Viracopos, e facilitava o envio das remessas de cocaína ao exterior.

Além de 40 policiais federais, participam da operação cinco equipes do Baep (Batalhão de Ações Especiais da Polícia) e da Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo e uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo, em razão de haver entre os presos um policial militar e um policial civil.

Segundo a PF, o nome da Operação Airline vem da então estrutura montada pela organização criminosa para manter uma logística permanente de tráfico de drogas por via área internacional.


OVERLOAD

A operação Overload identificou ano passado uma quadrilha que estaria voltada ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, e atuava em diversos estados do Brasil. A organização também exportava grandes quantidades de cocaína para o continente europeu.

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