Grupo faz manifestação em Campinas a favor do voto impresso nas eleições
Reprodução: ACidade ON
Grupo faz manifestação em Campinas a favor do voto impresso nas eleições

Um grupo se reuniu na manhã deste domingo (1º) em Campinas para se manifestar a favor do voto impresso auditável nas eleições brasileiras. Os manifestantes se reuniram no Largo do Rosário, no Centro, com um caminhão de som. A maioria se vestiu com as cores amarela, azul e verde e algumas pessoas carregavam a bandeira do Brasil.

A Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) acompanhou o protesto. O voto impresso é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para ser adotado nas próximas eleições, que serão presidenciais. Na última quinta-feira (29), ele defendeu a utilização do voto impresso no lugar do sistema eletrônico atual em uma live semanal.

"Voto impresso auditável e contagem pública dos votos é um instrumento de cidadania e paz social, garantia de paz e prosperidade, de harmonia entre os Poderes. Nenhum Poder é absoluto, todos nós temos limites. O que o povo quer, e nós devemos atendê-lo, é exatamente um sistema de votação onde se possa ter a garantia de quem se votou, o voto vai para aquela pessoa. Assim, nós conseguiremos, com toda certeza, uma paz no Brasil, conseguiremos antecipar possíveis problemas e nós partiremos para a normalidade", afirmou. 

TSE 

No mesmo dia, mais cedo, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, voltou a defender a segurança da urna eletrônica. Durante um evento no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Acre, o ministro voltou a reafirmar que jamais foi registrada nenhuma fraude desde a implantação das urnas eletrônicas, em 1996. 

Barroso disse que a decisão sobre a adoção do voto impresso no país é do Congresso Nacional, mas considera que a medida não é segura. "Ele [voto impresso] precisa ser transportado. Estamos falando de 150 milhões de votos em um país em que muitas regiões têm problemas de roubo de carga, milícias e facções criminosas. Vamos criar um mecanismo de auditoria que vai trazer insegurança, riscos para o sistema".  

De acordo com o ministro, antes das urnas eletrônicas, urnas de lona desapareciam, votos em branco viravam votos para candidatos e "toda eleição tinha a suspeição da fraude".


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