Ceasa teve problemas de abastecimento em razão da greve de caminhoneiros.
Fernanda Sunega/Prefeitura de Campinas
Ceasa teve problemas de abastecimento em razão da greve de caminhoneiros.


A greve dos caminhoneiros, que causou a interdição em trechos de rodovias em todo o país, inclusive na região de Campinas, trouxe reflexos no mercado de hortifrutis da Ceasa (Centrais de Abastecimento S. A.) de Campinas. Apesar de não haver o desabastecimento, a direção do local informou que houve uma redução na oferta de alimentos distribuída pela unidade de Campinas. 

Com os bloqueios em rodovias em diversos estados essa semana, os manifestantes chegaram a impedir a passagem de caminhões pelas pistas. Em Campinas, uma única manifestação foi registrada na Rodovia Zeferino Vaz (SP-332) na manhã de ontem (9). Durante o ato, caminhões que passavam pela via chegaram a ser parados pelos manifestantes. 

DEMORA

De acordo com a Ceasa , desde o início dessa semana, alguns caminhões de outros estados com carregamentos de produtos que deveriam fazer entrega acabaram não chegando. Ontem (9), o presidente Jair Bolsonaro (Republicanos), pediu que a manifestação fosse encerrada , já que havia o risco do país sofrer com o problema de abastecimento de produtos e mercadorias

REDUÇÃO

Ainda segundo a Ceasa, o ato gerou redução dos produtos no local. O problema afeta frutas como melancia, abacaxi, maracujá, mamão e manga. Só não houve desabastecimento dessas mercadorias, porque havia alimentos estocados em câmaras frias. 

"De segunda-feira até ontem, todos os trajetos de caminhões com distância média ou longa, não havia carregamentos sendo realizados, por medo e preocupação que essa carga, que é perecível, fosse barrada no trajeto", explicou Claudinei Barbosa, diretor técnico operacional da Ceasa. 

Segundo o diretor, a maior redução foi sentida em produtos vindos de estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Tocantins e Espírito Santo. 

PREVISÃO DE NORMALIZAÇÃO

De acordo com a Ceasa, caminhões que estão em distância média, levam cerca de 15 a 18 horas para chegar a Campinas.
Já em estados mais distantes, os veículos demoram em torno de quatro dias. Com isso, a normalização no abastecimento deve ser vista até o final de semana. 

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"Desde ontem de manhã as regiões já começaram a carregar, o que nos permitem concluir que entre hoje até domingo à tarde a integralidade dos produtos vai chegar até Campinas", concluiu. 

Ao todo, a Ceasa movimenta cerca de 54 mil toneladas por mês de frutas legumes e verduras. Operam na Ceasa 580 permissionárias em 940 boxes. 

MOVIMENTO

Os protestos da categoria começaram na quarta-feira (8) pelo país, um dia após os atos do feriado de 7 de setembro. Os manifestantes são a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro e contra os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). 

Com bloqueios em rodovias, os protestantes chegaram a impedir a passagem de caminhoneiros. Em Campinas, o único protesto foi registrado na Rodovia Zeferino Vaz (SP-332) na manhã de ontem. Houve bloqueios de caminhões que passavam pela via. 

Na região, houve interdição na Rodovia Anhanguera (SP-330), na altura de Limeira. Segundo a Autoban, concessionária responsável pelo trecho, apenas os caminhões estavam sendo parados, enquanto carros de passeio, ônibus e ambulâncias podiam seguir viagem. 


Além disso, houve também interdição parcial em Piracicaba, onde os motoristas realizam manifestação na Rodovia Geraldo de Barros. 

Já na Grande São Paulo os caminhoneiros realizam bloqueio na rodovia Régis Bittencourt, na altura do quilômetro 280, em Embu das Artes. Agentes da Polícia Rodoviária desviaram o fluxo de veículos para dentro da cidade.
Apesar do movimento, o presidente chegou a gravar um áudio, pedindo para que os caminhoneiros liberem as estradas do país. Na gravação, Bolsonaro disse que a ação "atrapalha a economia" e "prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres".

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