Cachorros que comeram salsichas com anzóis têm alta em Valinhos
Reprodução: ACidade ON
Cachorros que comeram salsichas com anzóis têm alta em Valinhos

Quatro dos sete cachorros que ingeriram salsichas com anzóis em um lar temporário de Valinhos tiveram alta nesta quarta-feira (6). Entre os animais que passaram por cirurgia, um deles teve 34 armadilhas removidas do estômago. Os outros três animais já haviam sido liberados. 

A alta dos cachorros acontece três dias depois do ato de crueldade, que é investigado pela Polícia Civil. Até o momento, segundo o delegado responsável, João Neves, os donos do abrigo para animais, vizinhos do local e outras pessoas foram ouvidos. 

Enquanto tentam identificar o autor da agressão, os investigadores esperam ainda o resultado do material enviado para a perícia em até 30 dias. O caso foi registrado como "crime contra o meio ambiente mediante ato de abuso animal". 

Depois do ato de crueldade, os donos da chácara resolveram instalar câmeras de monitoramento para evitar que os cães sejam vítimas de novos ataques. Eles comeram o alimento recheado com os anzóis enquanto andavam pelo quintal.   

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Anzol achado em salsichas (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

O CASO 

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Segundo Dulce Miragaia, uma das responsáveis pelo espaço, os animais saíram na manhã de domingo (3) para a área externa do terreno, que tem 4 mil metros quadrados. As salsichas estavam espalhadas em dois pontos do terreno.

"Eu percebi que tinham alguns cachorros pegando alguma coisa no chão que eu não sabia o que era. Quando vi que eram pedaços de salsicha, achei, a princípio, que estavam envenenadas", disse Dulce. 

A proprietária informou ainda que alguns animais já estavam ingerindo o alimento. ''Eu logo chamei o pessoal que faz raio-x móvel. Uma veterinária veio aqui e fizemos os exames em 13 cachorros", complementou. Depois disso, levou os sete cães que comeram o alimento para um atendimento mais completo.  

CRUELDADE 

Segundo Christiano Yamasaki, um dos veterinários responsáveis pelo atendimento, o objetivo do criminoso era promover a morte lenta dos animais. Ele conta que a detecção por raio-x foi complexa e minuciosa. 

"A gente faz a contagem de acordo com as imagens de radiografia, mas o artefato é tão pequeno que a gente não consegue ter certeza. Sou médico veterinário há pelo menos 20 anos e nunca vi alguém que tivesse essa disponibilidade. Era para promover morte lenta", disse Christiano.
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