Secretário de Saúde, Lair Zambon. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas)
Secretário de Saúde, Lair Zambon. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas)

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O secretário de Saúde de Campinas, Lair Zambon, espera a aplicação de 500 mil doses de reforço no município nos três primeiros meses de 2022. Segundo ele, o montante será disponibilizado à população da cidade em meio à imunização do que chama de "demandas reprimidas". Entre elas, a de crianças de 5 a 11 anos.

"Nós vamos ter que fazer esse reforço da vacinação junto com as demandas reprimidas. Para as pessoas terem uma ideia, entre janeiro e março, terão que ser feitas 500 mil aplicações. Teremos uma grande intensidade de ações e de trabalho dos colaboradores da saúde. É um desafio imenso", reconhece Zambon.

Para atender a parcela da população que já recebeu duas doses e também o novo público de crianças de 5 a 11 anos, liberado ontem (16) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a pasta de Saúde e o Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) de Campinas devem definir o esquema no começo do ano.

Questionado sobre o assunto, o prefeito, Dário Saadi (Republicanos), adianta que a possibilidade de destacar locais específicos para alguns grupos na cidade.
"Em relação às estruturas, estamos discutindo se a vacinação será realizada nas unidades básicas de saúde, ou em lugares extras. Definiremos em janeiro", diz.

Enquanto isso, a diretora do Devisa, Andrea Von Zuben, explica que o sistema misto, que mescla agendamento e vacinação por livre demanda, será mantido. Segundo ela, a ideia é oferecer as duas opções para que o público possa escolher.

"Nós temos notados que as pessoas preferem agendamentos nas áreas centrais. Os agendamentos nas áreas mais periféricas ficam mais ociosos. Então nós optamos por um sistema misto neste momento. Nós temos 14 unidades básicas afastadas do centro com livre demanda. Caso a pessoa prefira não esperar o agendamento, a pessoa pode ir até as unidades mais afastadas. Nós continuamos com o agendamento e com a livre demanda", detalha von Zuben.

SEM PRAZO PARA CRIANÇAS

O Ministério da Saúde ainda não deu prazo para começar a imunização das crianças de 5 a 11 anos a partir da inclusão desse público na bula da Pfizer. O tema enfrenta a resistência do presidente Jair Bolsonaro (PL), mas tem apoio do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e de outros especialistas.



O Brasil ainda não tem em solo nacional as chamadas doses pediátricas da vacina. O início da aplicação está condicionado à chegada das doses adaptadas, o que pode fazer com que o público comece a ser vacinado em 2022.

Segundo a Pfizer, o acordo assinado "inclui a possibilidade de fornecimento de versões modificadas do imunizante para variantes (como a ômicron), que poderão ser eventualmente desenvolvidas caso necessário, e versões para diferentes faixas etárias". O fornecimento depende da solicitação pelo governo.

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