Equipes foram acionadas após confusão na UPA (Foto: Paulo Bernardino)
Equipes foram acionadas após confusão na UPA (Foto: Paulo Bernardino)

Dois homens, de 31 e 34 anos, foram detidos pela Guarda Municipal de Campinas na noite de ontem (20) após uma confusão na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) São José.

Os homens, sendo um paciente e um acompanhante de uma paciente , são acusados de quebrar uma porta da unidade após uma discussão por causa de demora no atendimento. A porta da recepção foi quebrada após golpes dados enquanto os homens cobravam atendimento médico imediatamente. 

A mulher esposa de um dos homens detidos, chegou a passar mal e ser carregada. O marido dela confirmou que se exaltou por causa da falta de atendimento.

"Chamei a ambulância, eles (os funcionários) pagaram ela e deixaram no São José, ai quando chegou falaram para aguardar uma hora, mas o caso dela é urgente, ela caída lá e não tinha como fazer nada, aí sangue subiu pela cabeça", contou David William, que afirmou que a companheira sofre de hipertensão.

Os homens foram detidos pela Guarda Municipal, algemados e levados a 2ª Delegacia Seccional de Campinas.
Segundo a Prefeitura, "a gestão da UPA acionou a GM para resguardar a unidade e garantir a segurança da equipe".

Segundo a enfermeira responsável pela triagem, a mulher apresentava um quadro de ansiedade. Em depoimento na delegacia, a profissional afirmou que não abriu a porta por medo de ser agredida. 

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O QUE DIZ A PREFEITURA

Em nota, a Rede Mário Gatti afirmou que a UPA atuava com a equipe completa e seguiu com atendimento normal, por ordem de risco. A Administração afirmou que os reparos na unidade serão providenciados imediatamente, e lamentou o caso.

"A Rede Mário Gatti lamenta o ocorrido, informa que desenvolve ações para acolhimento e Humanização, que buscam promover assistência com qualidade aos pacientes e a boa convivência da comunidade com funcionários", disse.

Os dois homens foram ouvidos na delegacia e liberados . O delegado afirmou que vai esperar o resultado da perícia para poder avaliar o dano ao patrimônio e se houve de fato o crime por parte dos envolvidos. Segundo o marido da mulher que passava mal, ela foi atendida e permaneceu internada na unidade durante a madrugada.

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