Vista aérea de Campinas.
Carlos Bassan/PMC
Vista aérea de Campinas.


A RMC (Região Metropolitana de Campinas) gerou 3,8 mil postos de trabalho em janeiro de 2022, o que representa 15,75% a menos do total gerado em janeiro do ano passado. 

Segundo a ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campinas), os setores de Agropecuária - 94,92%- e de Serviços 44,21% - foram as atividades que mais se expandiram. 

Já o Comércio, a Indústria e a Construção Civil tiveram forte regressão. Os setores fecharam com baixa de 390,91%, 26,35% e 2,89%, respectivamente. 

EM CAMPINAS

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Em Campinas foram gerados, em janeiro, 1,1 mil postos de trabalho, 20,49% abaixo dos 1,4 mil postos criados no mesmo período de 2021.

Os setores de Serviços, a Construção Civil e a Agropecuária foram os que mais cresceram, enquanto que o Comércio e a Indústria foram os que mais recuaram. 

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Além de Campinas, entre as cidades da RMC que mais criaram vagas de empregos no primeiro mês do ano estão Indaiatuba, com 4,1 mil admissões, Americana, com 3,3 mil, e Santa Bárbara d'Oeste, com 2,1 mil. 

A avaliação foi feita pelo economista e diretor da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas), Laerte Martins, a partir de dados do novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). 

De acordo com Martins, apesar da redução dos efeitos da pandemia devido ao avanço da vacinação, a elevação da inflação e dos juros, juntamente com a elevação do câmbio neste início de ano, deterioraram os indicadores da economia, o que impactou em forte perda no poder de compra dos consumidores e refletiu negativamente na geração dos empregos formais. 

"O salário médio de admissão teve um aumento real de 6,38% , melhorando a média salarial que, até então, estava em queda", destaca o economista. 

O diretor da Acic explica que uma maior qualificação melhoraria a geração de postos de trabalho, principalmente na área tecnológica. 

"As perspectivas futuras são mais preocupantes frente ao surgimento do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, fato que poderá afetar a economia mundial de maneira mais negativa, piorando, ainda mais, a criação de emprego a patamares bem mais baixos dos de janeiro de 2022", concluiu. 
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