O “pai” do feijão Carioquinha, como ficou conhecido o pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, faleceu na última sexta-feira (02), na cidade de Campinas , interior de São Paulo, segundo divulgado pelo Instituto Agrônomo (IAC) nesta segunda-feira (05). O corpo do pesquisador foi sepultado no Cemitério Municipal de Monte Mor (SP).
D’Artagnan, juntamente aos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho, foi o responsável pelas primeiras avaliações agronômicas e culinárias do feijão Carioca.
Resultado das pesquisas na alimentação dos brasileiros
O engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes apresentou o material em 1966.
A variedade do feijão foi oficialmente lançada em 1969, sob a responsabilidade de D’Artagnan. Por este motivo ele ganhou o apelido de “pai do Carioquinha”.
O feijão carioca é o tipo preferido pelos brasileiros e representa 66% do consumo nacional.
Avanço acadêmico
Em 1972, Luiz D’Artagnan defendeu a tese de doutorado “Danificações mecânicas em sementes de feijoeiro”, na Esalq/USP, em Piracicaba.
Na mesma década, teve início o Programa de Melhoramento Genético do Feijão, que impulsionou a qualidade e a produtividade da cultura no país.
O pesquisador ingressou no IAC em 1967, atuando na antiga Seção de Leguminosas, e se aposentou em 2002, deixando um legado reconhecido pela comunidade científica e pelo setor agrícola.