A proposta é consolidar, na cidade, uma política contínua de prevenção e acolhimento, inspirada em protocolos permanentes de enfrentamento à violência
Firmino Piton - PMC
A proposta é consolidar, na cidade, uma política contínua de prevenção e acolhimento, inspirada em protocolos permanentes de enfrentamento à violência

Quem pretende aproveitar o Carnaval na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, terá à disposição uma série de medidas voltadas à prevenção do assédio e de diferentes formas de violência durante a programação festiva. Uma das principais ações é a campanha “Carnaval Sem Assédio”, que contará com um espaço fixo de acolhimento para atendimento direto ao público.

A estrutura funcionará na avenida Santa Isabel, 404, em Barão Geraldo, entre os dias 13 e 17 de fevereiro, sempre das 17h às 3h. No local, foliões poderão receber escuta qualificada, orientações e encaminhamentos em caso de necessidade. A iniciativa conta com o suporte das secretarias municipais de Cultura e Turismo e de Políticas para as Mulheres, além do apoio de equipes da Polícia Civil, que estarão disponíveis para prestar informações e auxiliar nos procedimentos cabíveis.

Ações espalhadas pela festa

O trabalho da campanha não se limita ao ponto físico de atendimento. Durante o Carnaval, materiais informativos também estarão afixados nos ônibus do transporte público, com orientações sobre como buscar ajuda em situações de violência. Além disso, voluntários circularão pelos blocos carnavalescos oferecendo acolhimento e direcionamento a quem precisar.

Idealizada em 2024 por Rebeca Cristina e Gabriela Moisés, a mobilização chega ao seu terceiro ano ampliando a rede de apoio e fortalecendo a proposta de um Carnaval mais seguro e respeitoso. O projeto, que começou com foco na prevenção da violência sexual e no atendimento imediato a pessoas em situação de vulnerabilidade, hoje reúne parceiros como a Organização Mulheres de Fases, secretarias municipais, a Emdec e as Delegacias da Mulher.

A meta vai além do período carnavalesco. A proposta é consolidar, na cidade, uma política contínua de prevenção e acolhimento, inspirada em protocolos permanentes de enfrentamento à violência. A intenção é que o cuidado coletivo e o respeito não sejam apenas pautas sazonais, mas princípios presentes ao longo de todo o ano.

Ainda assim, a recomendação permanece: em qualquer situação de risco ou agressão, é fundamental procurar imediatamente as equipes de apoio ou as autoridades que estiverem atuando nos eventos.

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