A Operação Dry Fall conduziu 37 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão em diversas cidades, autorizados pela Justiça. 24 pessoas foram presas nessa primeira ação
Divulgação Polícia Federal
A Operação Dry Fall conduziu 37 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão em diversas cidades, autorizados pela Justiça. 24 pessoas foram presas nessa primeira ação

Uma quadrilha que foi alvo da operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (18) nas regiões de Campinas e Piracicaba, cidades do estado de São Paulo, atuava como um “braço” do Comando Vermelho (CV) no interior paulista. Os envolvidos tinham base em cidades do interior de São Paulo, com ramificações em estados como Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro,  para atuação no tráfico de drogas e armas.

A Operação Dry Fall conduziu 37 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão em diversas cidades, autorizados pela Justiça. 24 pessoas foram presas nessa primeira ação.

Um dos detidos é o chefe da ramificação, Luiz Paulo Fluete Belem, encontrado e preso em Mogi Mirim (SP).

Segundo informações da investigação, 11 suspeitos fugiram do interior paulista em direção ao Rio de Janeiro, onde estariam escondidos em comunidades e ainda não foram localizados, estão foragidos.

Contas bloqueadas

Outra frente da operação foi o bloqueio de cerca de 150 contas bancárias ligadas aos envolvidos, com valores que chegam a R$ 70 milhões.

Celulares e equipamentos eletrônicos também foram apreendidos para auxiliar nos desdobramentos das investigações, com informações sobre o grupo.

Lavagem de dinheiro

Para encobrir o dinheiro ilegal, o grupo utilizava um rede de mais de 20 empresas, segundo informou a PF. Entre os negócios investigados está uma loja de veículos em Rio Claro (SP).

A venda de carros seminovos também era um meio da quadrilha de lavar o dinheiro obtido com o tráfico, estratégia que dava aparência legal aos recursos obtidos.

Produção de Dry

O grupo também era conhecido pela produção de uma droga mais potente chamada “dry” , que transforma a maconha em um entorpecente diferente, sendo um subproduto de alto valor no mercado ilegal.

Drogas apreendidas com o grupo
Divulgação Polícia Federal
Drogas apreendidas com o grupo

A prática aumentava o lucro e reduzia o volume transportado, dificultando a fiscalização.

Conexões deram início a investigação

A investigação começou após a prisão de um suspeito em Araras (SP), que revelou conexões com o crime organizado do Rio de Janeiro .

A organização foi sendo destrinchada pela PF que identificou uma forte atuação em Rio Claro (SP) e ligação direta com o Comando Vermelho.

A operação ainda está em andamento.

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