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Fiscalização dentro de shopping em maio, quando houve a primeira reabertura do setor.
Divulgação/Prefeitura de Campinas
Fiscalização dentro de shopping em maio, quando houve a primeira reabertura do setor.


O fechamento temporário dos shoppings de Campinas e a breve reabertura em junho com restrições fez com que 103 lojas fechassem as portas nos centros da cidade. A partir de segunda-feira (27), os shoppings reabrirão novamente no município, após reclassificação da região nesta sexta (24). 

O levantamento de comércios fechados é Comissão de Shoppings Center da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Campinas e o dobro do registrado pelo órgão em junho.

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Segundo apurou a comissão junto aos lojistas , o fim das atividades se deve à falta de capital de giro e recursos financeiros no período de fechamento quatro meses - para pagar contas e salários. Muitos empresários também informam que com a restrição de horário e número reduzido de clientes, as vendas devem ser insuficientes para cobrir as despesas operacionais.

"Se a restrição de horário de funcionamento continuar por muito tempo, nossa projeção é de que o número de lojas fechadas aumente até o final da pandemia", disse presidente da Comissão Gustavo Maggioni.   

Ainda hoje, Campinas anunciou mais 15 mortes por coronavírus e passou de 15 mil confirmados.

COMO SERÁ A RETOMADA

Na próxima segunda, os shoppings poderão voltar às atividades no horário das 16h às 20h. O retorno das atividades nestes locais ocorrerá com um número reduzido de operações. A retomada das operações em horário restrito e sem a permissão das operações nas áreas de alimentação não deve melhorar a situação financeira dos lojistas.

"Esta é uma realidade não só de Campinas, mas de todo o Brasil. "Com horário reduzido, limitação de pessoas e medo dos clientes, os shoppings têm relato perdas de 68,7% nas vendas após a autorização de reabertura", explica Maggioni.

Ele orienta os empresários que ainda continuam com as operações nestes centros de compras a buscarem uma negociação com as administradoras, no sentido de reduzir despesas como aluguel e taxas de condomínio e marketing, ou mesmo obter a isenção por um período maior até que seja retomado o faturamento anterior a pandemia.

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