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Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas.
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Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas.


Entre as cinco pessoas presas hoje (6) durante uma operação da Polícia Civil por suspeita do assassinato de uma mulher no ano passado em Recife  está um piloto de avião e sua ex-namorada. Eles são acusados de envolvimento na morte da comissária de bordo, Dinorah Cristina Barbosa da Silva , de 35 anos, na grande Recife. Ela foi morta a tiros por dois homens quando estava em casa com sua filha, que na época, tinha cinco meses. A criança não foi ferida. O piloto teria mandado matar a comissária.

O piloto de avião identificado pela polícia como Mayky Fernandes dos Santos, de 27 anos, é suspeito de ser o mandante do crime. Segundo a polícia, ele é pai da criança e foi preso em Campinas.

A operação das prisões chamada de "Caixa Preta" envolveu policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) de Campinas e Piracicaba, que apoiaram a Polícia Civil de Pernambuco. Ao todo, cinco pessoas (três homens e duas mulheres), foram presas aqui na região. Além do piloto preso em Campinas, três prisões aconteceram em Hortolândia e uma em Indaiatuba. Ao todo, foram 11 mandados. As outras prisões ocorreram nas cidades em Castilho (São Paulo) e na região de Recife (Pernambuco) também relacionados ao mesmo crime.

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Uma das mulheres presas, mora em Indaiatuba. Segundo a polícia, o nome dela é Caroline Aparecida Batista, de 26 anos. Ela é advogada e ex-namorada do piloto. Ainda segundo a investigação, ela teria pressionado o piloto a cometer o crime. Ela também foi levada para a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), em Campinas, onde todos serão ouvidos.

Ainda segundo a Polícia Civil, a mulher e o homem ainda mantinham contato e ela teria pressionado e auxiliado o piloto a organizar o crime.

EXECUÇÃO

Segundo a Polícia Civil, todos os suspeitos presos teriam participado de alguma forma na morte Dinorah. A polícia disse ainda que ela foi morta a tiros na frente da bebê, de cinco meses, e da mãe, a avó da criança.

Ainda entre os presos aqui na região há pessoas envolvidas com tráfico de drogas e estelionato.

"A vítima foi surpreendida dentro de sua própria residência enquanto ainda estava com seu bebê no colo e os seus algozes a surpreenderam. Eles efetuaram alguns disparos de arma de fogo na sua cabeça na frente de sua neném, e da avó da criança, que é mãe da vítima. Foi uma cadeia de envolvimentos e hoje foi dada a resposta com a prisão de todos os envolvidos", afirmou o delegado de homicídios do Recife, Vitor Freitas. 

A advogada da ex-namorada do piloto afirmou que seus clientes não sabem quem é a jovem morta. "Não foram informados e nem ouvidos. A gente só sabe as informações da hora da prisão. Eles não sabem quem é a jovem e nunca estiveram em Pernambuco", afirmou a advogada de defesa Luana Lance.

O CRIME 

A operação batizada de Caixa Preta começou a investigar o caso ocorrido em outubro de 2019 com o objetivo de identificar os autores de um homicídio ocorrido no dia 24 do mesmo mês. Na data, uma mulher foi assassinada a tiros, na frente da filha, em Paulista, na Grande Recife.

De acordo com a Polícia Civil, Dinorah Cristina Barbosa da Silva, estava dentro do quarto com seu bebê de cinco meses quando desconhecidos invadiram a casa e efetuaram os disparos de arma de fogo. A criança não foi ferida pelos criminosos. A polícia também informou que outra mulher, que é a avó da criança, também estava na residência e não foi atingida.

O crime foi cometido por dois homens que usavam capuz para cobrir o rosto. A vítima, de acordo com a polícia, estava desempregada.

No decorrer das diligências, a polícia constatou que os autores integram uma organização voltada à prática do homicídio, ocorrido em Pernambuco, e, no Estado de São Paulo, tráfico de drogas e estelionato.

Ao todo 40 policiais estão envolvidos na operação hoje. "A vítima foi brutalmente assassinada na frente da filha. Com isso, ele passou a ser conduzido pela Polícia Civil. Ele ocorreu de forma brutal e os autores são investigados. Ao todo foram cumpridos 11 mandados de prisão", afirmou um dos delegados que está a frente da operação Vitor Freitas. 

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