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Cientista da Unicamp de 32 anos ganha prêmio alemão de sustentabilidade
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Cientista da Unicamp de 32 anos ganha prêmio alemão de sustentabilidade

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O pesquisador e doutor em Química pela Unicamp , de Campinas, Filipe Vargas Ferreira , de 32 anos, teve seu projeto desenvolvido na universidade reconhecido pelo governo alemão . Ele foi um dos vencedores da edição 2020 do Green Talents por ter desenvolvido um plástico biodegradável com celulose. O cientista é natural de Juiz de Fora (MG) e, além dele, outros 19 brasileiros venceram a competição que busca iniciativas na área da sustentabilidade.

Ferreira apresentou o projeto de pesquisa focado na síntese de nanomateriais ambientalmente amigáveis de alto desempenho. A ideia é usar a celulose para criar embalagens plásticas que se degradem mais facilmente na natureza, além de implantes biomédicos.



Ele explica que hoje os polímeros não biodegradáveis, amplamente usados e combinados com sua natureza resistente, são um dos principais problemas ambientais. "A substituição de polímeros não biodegradáveis por biodegradáveis é, desta forma, urgente. No entanto, esta substituição é difícil, pois as propriedades dos polímeros biodegradáveis são frequentemente inferiores quando comparadas aos plástico", disse. 

Hoje, o projeto está em andamento e o material biomédico mostrou bom desempenho em ensaios in vivo em ratos e foi patenteado. No entanto, estudos adicionais são necessários para avaliar seu desempenho com animais de grande porte e, em seguida, em ensaios clínicos.

"Em relação às embalagens biodegradáveis, elas mostraram boas propriedades mecânicas, mas suas propriedades de barreira contra umidade e gás requisitos importantes para embalagens precisam ser investigadas", disse.  

CONQUISTA

Na Unicamp desde 2016, Ferreira disse que o prêmio é importante para a carreira e como conquista pessoal. "É o reconhecimento de um trabalho que venho desenvolvendo durantes alguns anos. Mas, mais importante, o prêmio Green Talents é o reconhecimento mundial de uma pesquisa de ponta desenvolvida em uma universidade pública brasileira financiada com investimento público".

O trabalho foi desenvolvido na Unicamp em colaboração com o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano/CNPEM), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Universidade Federal de Minas Gerais, University of Lyon - França e Aalto University - Finlândia. A pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo European Research Council Fellowship, European Union's Horizon 2020 research and innovation (BioElCell).

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