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Pela 1ª vez como presidente em Campinas, Bolsonaro visita Projeto Sirius
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Pela 1ª vez como presidente em Campinas, Bolsonaro visita Projeto Sirius



O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) visita nesta quarta-feira (21) Campinas pela primeira vez desde que assumiu o cargo, no dia 1º de janeiro de 2019. A visita oficial é para inaugurar a primeira estação de pesquisa emergencialmente usada contra a covid-19 do Projeto Sirius , no CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais). 

De acordo com o assessoria de comunicação do Planalto, a visita está agendada para 14h30 e Bolsonaro deve ir direto para Polo II de Alta Tecnologia de Campinas, localizado no Bosque das Palmeiras. A informação é que ele viajará de Brasília para São Paulo de helicóptero. 


Junto com ele, está prevista a vinda do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes . O engenheiro e astronauta já esteve no LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), que administra o Sirius, em outras duas oportunidades. 

Oficialmente, o presidente realizará a entrega da primeira estação de pesquisa do Sirius, chamada de linha Manacá. Ela vem sendo usada de forma emergencial desde julho como apoio às pesquisas do novo coronavírus, mas também poderá ser aplicada em outras áreas, como de energia. 

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Na visita, o presidente também deve conhecer o acelerador de partículas construído em Campinas e ir ao centro de controle. Lá, a assessoria de imprensa disse que Bolsonaro foi convidado a fazer o acionamento do feixe de fótons do Sirius.  

Ainda não se sabe se o presidente falará com a imprensa ou se fará um pronunciamento. 

O CNPEM

As discussões para construção do complexo do Sirius começaram em 2003, primeiro mandato do governo Lula. As obras de fato se iniciaram em 2013, na gestão de Dilma Rousseff (PT). Até agora, os investimentos no projeto já superaram R$ 1,8 bilhão. 

O CNPEM é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações. Possui quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial.  

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron opera a única fonte de luz síncrotron da América Latina e controla o Sirius, acelerador brasileiro de quarta geração para análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos; o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da Biociência, com foco em biotecnologia e fármacos; o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico; e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país. 

Os quatro laboratórios têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos.

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