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Com 6.520 vagas, RMC fecha setembro com saldo positivo em empregos
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Com 6.520 vagas, RMC fecha setembro com saldo positivo em empregos

Após sofrer sérios impactos em virtude da pandemia , a RMC (Região Metropolitana de Campinas) fechou o mês de setembro com saldo positivo na geração de empregos . Com 6.520 novos postos de trabalho, esse é o terceiro mês consecutivo de saldo favorável ao emprego na região.  

A variação na RMC em setembro foi de 663,47%, quando os dados são comparados aos 854 postos gerados no mesmo mês em 2019. Das cidades da região, Campinas é que mais se destacou, com geração de 1.935 novos postos. A expansão foi de 349%, considerando os 441 postos de trabalho criados em setembro de 2019. 


Com exceção de Artur Nogueira, todas as cidades que compõem a RMC tiveram saldos positivos na criação de vagas de trabalho. Além de Campinas, Indaiatuba e Americana também tiveram saldos elevados, com 876 e 733 empregos gerados, respectivamente. 

O reajuste, segundo análise do Observatório PUC-Campinas, está ligado à flexibilização das medidas de isolamento, aos efeitos dos programas federais protetivos de emprego e renda, bem como os esforços para organizar os estoques para o fim de ano. 

DADOS BONS  

Para o economista Laerte Martins, diretor da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas), os dados mostram, mais uma vez, a boa recuperação dos empregos regionais e que deve reduzir o desemprego nos próximos meses. 

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"Acreditamos que os números de setembro, tenham um efeito positivo sobre a taxa de desemprego no mercado formal que deverá se reduzir em até 1%, chegando próximo aos 12% em Campinas e Região. Em nível nacional tivemos também uma elevação na criação de postos de trabalho, que deve reduzir a taxa de desemprego daqui para frente, combatendo o nefasto efeito da pandemia da covid-19 na economia nacional", destaca.

No Brasil, foram gerados 313.564 postos de trabalho em setembro, com a admissão de 1.379.509 e a demissão e 1.065.945 trabalhadores.  

AINDA É CEDO 

Ao contrário de Martins, a economista Eliane Rosandiski, responsável pelo estudo divulgado pela PUC-Campinas, afirma que ainda é cedo para apostar na continuidade dessa recuperação. 

"Esse movimento de retomada das atividades permite que várias pessoas, antes numa condição de inatividade e parcialmente financiadas pelo auxílio emergencial, retornem ao mercado de trabalho. No entanto, como esse retorno está se convertendo em desemprego ou informalidade, há dúvidas quanto ao fôlego dessa recuperação, em especial a partir de janeiro de 2021, quando se encerram os programas protetivos de renda e emprego", avalia.  

ÁREAS QUE MAIS EMPREGARAM 

O estudo mostra que, dos setores de atividade, o que mais ofereceu oportunidades foi a Indústria de Transformação, com saldo de 2.559 novos postos de trabalho no período.

Assim como em agosto, o segmento de serviços de informação e comunicação, que englobam atividades financeiras, imobiliárias, administrativas e profissionais, apresentou saldo positivo de 2.382 vagas. Já o comércio, puxado pela reabertura de diversos estabelecimentos, gerou 1.065 novos empregos. 

Os ajustes no mercado de trabalho regional favoreceram, em setembro, os grupos formados por profissionais com ensino médio (78% das vagas criadas) e pertencentes à faixa etária de 18 a 24 anos (50% dos postos). 

Conforme a economista Eliane Rosandiski, os trabalhadores acima de 50 anos seguem tendo seus espaços diminuídos. Por gênero, apenas 30% dos cargos criados foram preenchidos por mulheres. 

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