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Campinas tem mais de 38,5 mil casos confirmados de Covid-19.
Carlos Bassan / Pref. de Campinas
Campinas tem mais de 38,5 mil casos confirmados de Covid-19.


Os casos e mortes pela Covid-19 na RMC (Região Metropolitana de Campinas) seguem caindo, mas a doença não está controlada, de acordo com a nota técnica publicada pelo Observatório PUC-Campinas nesta semana. Diante disso, especialistas ressaltam que as medidas de prevenção da doença devem continuar, a fim de se evitar uma segunda onda como a que está atingido países europeus.  

Segundo os comparativos feitos pelo Observatório, os 1,51 mil casos registrados na RMC durante a 44ª Semana Epidemiológica, correspondentes ao período de 25 a 31 de outubro, refletem uma diminuição de 11,48% em relação à semana anterior.  


A situação na RMC no período analisado é a mesma para o DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas, cuja variação de casos foi negativa em 7,31%. Contudo, o número de mortes mostrou-se superior comparado à semana anterior: foram 46 na RMC (+ 6,97%) e 52 no DRS-Campinas (+ 4%).

Apesar disso, o município de Campinas, que manifesta o pior índice de mortalidade por 100 mil habitantes na região, teve queda de 15% nos óbitos, com 17 vítimas fatais da covid-19 no período.  

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SEGUNDA ONDA 

O infectologista André Giglio Bueno, professor da faculdade de medicina da PUC-Campinas, diz que as estatísticas, somadas à ocupação de leitos de UTI abaixo de 60%, seguem indicando uma tendência de desaceleração da pandemia na região. 

No entanto, o especialista cita as projeções pessimistas para algumas regiões do Estado, além da segunda onda da covid-19 na Europa, para alertar a população em relação aos ricos ainda existentes de contágio. 

"Devemos permanecer muito atentos e com máximo rigor na adesão às medidas de prevenção. Em uma atitude bastante prudente, a prefeitura de Campinas divulgou recentemente que está em elaboração o plano de contingência do município para uma eventual segunda onda. O risco de ocorrência de aumento no número de casos de síndrome respiratória aguda nas próximas semanas é um indicativo de que devemos nos manter em alerta", reforça o médico. 

Para o infectologista, a segunda onda de infecções na Europa, que levou vários países a decretar estado de alerta, é a prova de que a população da RMC, há semanas registrando quedas no número de casos e mortes pela doença, deve seguir as medidas de prevenção contra o vírus. 

"O cenário da pandemia na Europa atualmente é bastante assustador, visto que não somente o número de casos, mas também o número diário de óbitos vem aumentando em países como Espanha, França, Bélgica e Inglaterra. Não é possível prever se passaremos por situação parecida em algumas semanas, de modo que a única ferramenta que temos para diminuir o risco de uma segunda onda são as medidas comprovadamente eficazes para reduzir a circulação da covid-19, essencialmente evitar aglomerações, rigor máximo com o distanciamento físico, uso adequado de máscaras e cuidados com higienização de mãos e superfícies", destaca o médico.  

IMPACTOS NO MERCADO 

O temor das autoridades sanitárias pelo avanço da doença é compartilhado com trabalhadores e empresários, que continuam sentindo os impactos do coronavírus na economia. A nota técnica do Observatório PUC-Campinas mostra que todos os setores Indústria, Serviços e Comércio estão com resultados piores em relação ao ano passado. 

Além disso, os dados do mercado de trabalho indicam a dificuldade de consumo das famílias, sobretudo com o fim ou redução dos programas de transferência de renda, como o auxílio emergencial. 

"De forma pragmática, a sustentabilidade da retomada econômica depende dessa capacidade de consumo das famílias, da política de gastos públicos e da recuperação da economia global", frisa o economista Paulo Oliveira. 

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