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Região de Campinas teve o maior crescimento do PIB em São Paulo.
Marcello Casal Jr/Ag. Brasil
Região de Campinas teve o maior crescimento do PIB em São Paulo.

A região de Campinas foi a que apresentou maior crescimento do PIB ( Produto Interno Bruto ) entre as regiões paulistas no terceiro trimestre deste ano, segundo estimativas da Fundação Seade.  

Com faturamento de R$ 118,3 bilhões e aumento de 16,4% em comparação com o trimestre anterior, o crescimento ficou acima da média estadual, que teve 9,4% de expansão, e da Região Metropolitana de São Paulo, com 9,1%.  

O PIB é um dos principais indicadores do potencial da economia, e revela a soma de toda a riqueza produzida por um país em um determinado período. A variação indicada pela Fundação é medida em relação ao trimestre anterior já com ajuste sazonal.  

Atrás de Campinas, a região de Sorocaba foi a segunda com maior crescimento, com 10%. As duas únicas regiões que apresentaram decréscimos foram as regiões de Itapeva (com -2,6%) e Santos (com -0,3%).


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No acumulado de 12 meses, segundo a Seade, a Região Administrativa de Campinas teve crescimento de PIB em 1,1%, sendo que nos últimos três trimestres foram apresentadas quedas por causa da pandemia. Em comparação ao acumulado do ano comparado com o ano anterior, o resultado ficou em 0,5 contra 2,7 do mesmo período em 2019.  

No total acumulado dos últimos quatro trimestres, o setor serviços teve aumento de 2,8% na região. No entanto, a indústria sofreu retração de 2,5% e a agropecuária, 9,4%. Segundo o Seade, dos R$ 118,3 milhões da região, R$ 98,8 foram de valor adicionado, R$ 61,08 em serviços e R$ 34,7 da indústria.   

Variações do PIB na região de Campinas (Fonte: Fundação Seade)

NO ESTADO

Segundo a Fundação Seade, no terceiro trimestre a economia paulista teve um crescimento de 9,4%, superior à média nacional (7,7%) e de países como Estados Unidos (7,4%), Japão (5,0%) e Alemanha (4,9%).  

Considerando o índice do final de 2019 igual 100, a economia do Estado de São Paulo retomou o patamar do final de 2019 no 3º trimestre de 2020 e encontra-se em nível superior a países que também tiveram queda pronunciada na atividade econômica.  

Sobre o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 1,6%. Em 12 meses, há queda de 0,7%. A Seade estima que o PIB paulista deve fechar o ano com retração de apenas 0,6%.  

Entre os fatores de incerteza no cenário atual para a economia paulista, apontados pela fundação, estão o crescimento de casos e óbitos de covid-19 no Brasil, que pode impor recuos na flexibilização das medidas restritivas, além da suspensão do auxílio emergencial, que deve contribuir para a retração do consumo e causar impacto nas atividades associadas ao comércio e serviços pessoais, o recrudescimento da inflação; e a taxa de desocupação no estado. 

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