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Atendente mede a temperatura de consumidor na Rua 13 de maio.
Gilson Machado
Atendente mede a temperatura de consumidor na Rua 13 de maio.


De janeiro a dezembro de 2020, o faturamento no comércio da RMC ( Região Metropolitana de Campinas ) acumulou uma perda de R$ 5 bilhões, segundo dados da Fundação Boa Vista, divulgados pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas).

De acordo com a entidade, o faturamento durante o ano de pandemia terminou com queda de 13,67% em relação ao acumulado de 2019 na região.

Considerando apenas Campinas, a perda foi de cerca de R$ 2 bilhões, que significam uma queda de 13,33% em relação ao mesmo período de 2019.

Em relação ao volume de vendas, entre janeiro e dezembro Campinas registrou 5,62% de queda de presença de clientela. Já a RMC registrou 6,10% de queda.

Apesar do prejuízo do ano passado, o economista da Acic, Laerte Martins diz que esse ano segue com estimativas positivas.

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"Para 2021, espera-se que, com o advento das vacinas, possamos reverter os efeitos maléficos da covid-19 e tenhamos um ano mais promissor", disse.  

DEZEMBRO

Apesar do acumulado, o último mês do ano mostrou resultados positivos, com expansão de 120% no faturamento em comparação a novembro. No entanto, mesmo com a expansão de vendas por causa do Natal, dezembro fechou o mês com perda de 5,62% em relação ao mesmo mês de 2019.

Nas vendas físicas nas lojas de Campinas, em dezembro de 2020 o faturamento foi de aproximadamente R$ 2,5 bilhões, que representam 94,68% do faturado em dezembro de 2019. Já na RMC, o faturamento foi de R$ 5,9 bilhões, um movimento financeiro que corresponde a 93,90% do faturado em 2019. 

"Os destaques de dezembro de 2020 foram a queda de 23,41% na contratação de mão de obra temporária para o Natal e a redução de 3,87% no valor médio do presente, que baixou de R$ 310,00 em 2019 para R$ 298,00, em 2020", disse o economista.


INADIMPLÊNCIA

O ano de 2020 terminou com aumento no índice de inadimplência- mas não tão alto como o esperado. Segundo os dados da Boa Vista, foram 233.190 carnês/boletos não pagos em 2020 contra 228.730, em 2019, o que resulta num total de 4.460 a mais de contas não pagas no comparativo entre os dois últimos anos. O índice representa um aumento de 1,95%, em comparado com o resultado de 2019.

Quanto ao total de pessoas inadimplentes, houve uma expansão de 3,80% entre os endividados, sendo que somaram 662.904 com dívidas em 2020, contra 638.636 em 2019.

Para o economista, o aumento não foi tão acentuado devido ao aumento das vendas a prazo maior do que o pagamento das contas atrasadas disponibilizados pelas empresas.

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