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Segunda fase da Unicamp teve menor abstenção em dez anos.
Divulgação/Unicamp
Segunda fase da Unicamp teve menor abstenção em dez anos.

O último dia da 2ª fase do Vestibular da Unicamp , realizado nesta terça-feira (9), consolidou a menor abstenção geral em 10 anos. Segundo a Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares), o índice hoje foi de 8,8%. Ontem a porcentagem de falta chegou a 8,3%. Vale lembrar que na 1ª fase do vestibular houve um recorde de abstenção, o maior já registrado desde 2003.

A Comissão informou que hoje faltaram 72 candidatos a mais em comparação à ontem - o que corresponde à 14.113 alunos que realizaram a prova.

Além disso, o vestibular ocorreu sem incidentes relacionados à covid-19, assim como ontem. A medição de temperatura também ocorreu nas cidades de Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR).

Para o diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto, o processo foi exitoso e mostrou que os protocolos adotados pela Unicamp foram adequados para este momento atual de pandemia. "Os estudantes observaram a seriedade da Comvest. E consideraram estar na Unicamp em um cenário de incertezas. Eles também viram que a mudança na prova fez com que ela ficasse mais próxima deles e da sua linguagem", disse ele.

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A PROVA

Sobre as provas da 1ª e 2ª fase, a Comvest avaliou ainda que a mudança de tornar a avaliação mais enxuta, com menos livros para leitura obrigatória, acompanhou as dinâmicas do mundo contemporâneo.

"É uma prova que acompanhou também as políticas de inclusão da universidade. O vestibular tem que ser plural, valorizar vários conhecimentos, priorizar as disciplinas do ensino médio. Além disso, deve ajudar a promover o respeito entre as pessoas, a cultura democrática e os direitos humanos", afirmou o diretor.

O FUTURO

Sobre o futuro do vestibular da Unicamp, a Comvest avalia que alguns dos protocolos adotados neste ano podem ser usados novamente na próxima prova. Entre eles, o maior distanciamento entre alunos e a divisão da prova em dois dias da 1ª fase foram medidas que beneficiaram a segurança do vestibular. "Candidatos mais afastados também nos permitiu maior controle da prova. Isso beneficia", disse Freitas Neto.

Apesar disso, a expectativa é que o cenário seja mais positivo. "Esperamos que tenhamos outro contexto ao iniciar o segundo semestre. Que tenhamos condições de retomar o vestibular em novembro e dezembro. Mas podemos adiar, depende do contexto da pandemia", disse o diretor.


Sobre a prova mais enxuta, a avalição também é que ela deve ser mantida, uma vez que o impacto do ensino remoto vivido em 2020 e em parte de 2021 será sentido por anos. "Isso vai perdurar mais tempo, pois pegamos o aluno impactado do 3º ano. E o que ingressou no ensino médio também tem perdas consideráveis", disse.

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