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Operação efetuou prisões dentro de Viracopos em outubro do ano passado.
Divulgação/Polícia Federal
Operação efetuou prisões dentro de Viracopos em outubro do ano passado.

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (10) uma operação para apurar crimes de lavagem de dinheiro a partir do tráfico internacional de drogas praticado no Aeroporto de Viracopos.

Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão e sete ordens judiciais de bloqueio de imóveis em Campinas e Monte Mor. 

Denominada "Lavaggio", a operação de hoje é um braço da megaoperação Overload, deflagrada no ano passado contra uma organização criminosa que teria como principal base de atividades o Aeroporto de Campinas. 

Quando deflagrada, a operação Overload prendeu policiais, servidores, e funcionários do aeroporto que teriam ligação com a quadrilha e viabilizavam o tráfico de cocaína em Viracopos, com destino ao continente europeu - principalmente pra a França. Atualmente, segundo a PF, sete pessoas permanecem presas em decorrência da operação. 

A INVESTIGAÇÃO

Segundo a PF, a investigação teve início partir da análise de documentos da operação Overload, e tem por objetivo reunir provas e identificar e bloquear bens imóveis e dinheiro oriundos do tráfico. 


De acordo com a corporação, durante a primeira operação foi constatado que um dos investigados fez parte do núcleo de operadores do tráfico internacional, sendo um dos responsáveis pela organização do empreendimento criminoso e de tratativas com investidores e traficantes estrangeiros no continente europeu. O investigado também seria responsável pela associação de empregados internos no aeroporto. 

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Já durante as apurações da Operação Lavaggio, a Polícia Federal identificou ao menos 20 atos de lavagem relacionados a esse mesmo investigado, contabilizando alienações de veículos e compras de imóveis. A lavagem foi feita envolvendo familiares com rendas incompatíveis com as transações, além de terceiros e pessoas jurídicas. 

Segundo a PF, a movimentação de alguns investigados chegou a R$ 10 milhões, sendo que já foram apreendidos veículos e dinheiro no valor aproximado de R$ 3 milhões. 

Os envolvidos responderão pelo crime de lavagem de dinheiro cuja pena pode chegar a 10 anos de prisão.

OPERAÇÃO OVERLOAD

No dia 6 de outubro do ano passado a PF deflagrou a Operação Overload, para reprimir uma complexa organização criminosa, com ramificações em diversos estados do Brasil e no exterior, voltada ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, cuja principal base de atividades era o Aeroporto Internacional de Viracopos. 

As investigações se iniciam em fevereiro de 2019, com a apreensão de 58kg de cocaína encontrados na Área Restrita de Segurança de Viracopos, com destino a Europa. 

De acordo com os dados obtidos durante as investigações, a organização criminosa é composta por brasileiros principais fornecedores da cocaína e financiadores do esquema criminoso, além de serem responsáveis pelo aliciamento de funcionários aeroportuários, pela interferência ilícita nas operações de logística aeroportuária e lavagem de dinheiro e estrangeiros, cuja atuação se dá em solo europeu no recebimento da droga. 

Entre os empregados e ex-empregados de empresas prestadoras de serviço na área restrita de segurança do aeroporto aliciados há dezenas de pessoas em funções diversas (vigilantes, operadores de tratores, coordenadores de tráfego, motoristas de viaturas, auxiliares de rampa, operadores de equipamentos e funcionários de empresas fornecedoras de refeições a tripulantes e passageiros), que eram os responsáveis pelo esquema de embarque das drogas nas aeronaves com destino ao exterior. 

Para a exportação da droga eram utilizados tanto o terminal de passageiros quanto o terminal de cargas, o que era mantido por meio de uma estrutura formada por três grupos de atuações distintas. 

Durante o período em que perdurou o acompanhamento da organização criminosa, foram apreendidos 250kg de cocaína pertencentes ao grupo.

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