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Professores e sindicato protestam contra volta às aulas sem segurança
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Professores e sindicato protestam contra volta às aulas sem segurança

Professores e representantes do Apeoesp ( Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo ) de Campinas realizam um protesto, na manhã desta quinta-feira (11), contra a insegurança da volta às aulas em meio à pandemia de Covid-19

O ato simbólico começou em frente ao Largo do Rosário, no Centro, às 9h, com cartazes que dizem "Voltas às aulas sem vacina é genocídio" e "Retorno das aulas só com redução drástica da pandemia". Não haverá carreatas, e a ação não interferiu no trânsito. 

Segundo a conselheira estadual do Apeoesp Solange Pozzuto, o protesto tem o objetivo de chamar a atenção do Estado para a falta de segurança nas escolas e os riscos nos quais os professores e funcionários estão sendo submetidos. 

Desde que as aulas foram retomadas no último dia 1º em Campinas, vários casos de covid-19 foram notificados entre professores e funcionários da rede estadual.  Neste começo, as escolas recebem menos alunos por causa do rodízio determinado para conter o coronavírus, mas também conta com menos professores, sendo que 15,3% não retornam aos postos presenciais em Campinas por fazerem parte do grupo de risco.

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REIVINDICAÇÕES

Os professores pedem por uma volta às aulas com as condições efetivas de segurança, ampla vacinação e controle da pandemia. De acordo com eles, desde a retomada, as escolas não foram totalmente adaptadas para funcionamento dentro das condições que a pandemia de covid-19 exige. 

"É um absurdo o Dória e o secretário estadual de Educação estarem impondo isso para toda a comunidade escolar, sabendo que não há condição segura para nós. É toda uma condição precária e coloca em risco os professores, estudantes e a comunidade escolar como um todo", expôs a professora rede estadual Lívia Tonelli. 

Ainda segundo os educadores, o governo de Estado chegou a mandar álcool em gel vencido para as escolas, e demitiu grande parte dos funcionários responsáveis pela limpeza das unidades. Os professores alegam ainda que não receberam equipamentos de proteção individual suficientes. 

ENSINO A DISTÂNCIA 

Além da insegurança, os professores também protestam por melhores condições na educação a distância, visto que, segundo eles, o Estado tem "deixado a desejar". 

"Que o governador garanta o ensino a distância nesse momento. Ele fala, fala que defende a Educação, que está preocupado com o pedagógico das crianças, mas as crianças em nenhum momento receberam infraestrutura para que elas pudessem acessar das suas casas as nossas aulas", disse a professora Lívia Tonelli. 

O QUE DIZ O ESTADO

Procurada pelo ACidade ON Campinas , a Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo) disse que todas as unidades seguem os protocolos das autoridades da área da saúde e estão em funcionamento, garantindo a segurança de professores, servidores e alunos. "Os docentes que se encaixam no grupo de risco poderão seguir com as atividades remotas mediante apresentação de atestado médico", disse em nota. 

A secretaria justificou que a decisão para manter escolas abertas em todas as fases do Plano São Paulo é baseada em experiências internacionais e nacionais e visa garantir a segurança dos alunos e professores, bem como o desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças e adolescentes.



Para a retomada, a Seduc-SP disse que adquiriu e distribuiu uma série de insumos destinados tanto aos estudantes quanto aos servidores, como 12 milhões de máscaras de tecido, mais de 440 mil face shields (protetor facial de acrílico), 10.740 termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, 112 mil litros de álcool em gel, 100 milhões de rolos de papel toalha e 1,8 milhão de rolos de papel higiênico.

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