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Atendente mede a temperatura de consumidor na Rua 13 de maio.
Gilson Machado
Atendente mede a temperatura de consumidor na Rua 13 de maio.


Campinas inicia nesta terça-feira (23) a fase vermelha municipal entre às 21h e 5h da manhã. A medida, que também vale aos finais de semana, passa a valer hoje com duração até o dia 1º de março. 

Durante o horário noturno e na madrugada, apenas serviços essenciais estão autorizados a funcionar. Segundo a Prefeitura, a medida foi tomada pelo aumento de casos de coronavírus e a pressão na rede de saúde. 

Durante o fim de semana, a cidade chegou a lotação máxima de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para covid-19 na rede pública. Além disso, Campinas registrou a nova variante do coronavírus e tem visto um aumento de casos graves em pessoas mais novas.  

Atualmente, Campinas está oficialmente na fase amarela do Plano São Paulo que continua em vigor das 5h01 às 20h59. Durante esse período os estabelecimentos têm autorização para funcionar com expediente até 12h diárias, exceto restaurantes e bares, que devem funcionar até 10 horas por dia. 

Já durante a noite, o decreto municipal se sobrepõe ao estadual. Ontem (22) o governo de São Paulo anunciou ainda uma nova reclassificação das regiões, prevista para ser feita na quarta-feira (24). 

REGRAS

Durante a fase vermelha, podem funcionar apenas farmácias, mercados, padarias, açougues, postos de combustíveis, lavanderias, meios de transporte coletivo; transportadoras, oficinas de veículos, hotéis, pousadas e outros serviços de hotelaria e pet shops.

Os restaurantes só poderão funcionar presencialmente até às 21h. Já os bares terão que encerrar as atividades até às 20h. As horas de tolerância para o consumo foram retiradas. Nos dois casos, além do horário permitido, os estabelecimentos poderão trabalhar apenas no sistema delivery e retirada, sem consumo local. 

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O funcionamento dos shoppings também deve se encerrar às 21h. O mesmo vale para serviços como academias, clubes, parques públicos, salões de beleza e similares e atividades presenciais em instituições de ensino.

Além disso, foram mantidas as orientações de evitar aglomerações com mais de 10 pessoas, não permanecer mais de 15 minutos em locais com grupos de pessoas (acima de 10), evitar compartilhar ambiente e contato físico. É ainda obrigatório o uso de máscara de proteção.  

Embora considerado um serviço essencial, as igrejas também terão que encerrar suas atividades às 21h

MOTIVAÇÃO

Durante o anuncio das restrições, o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos) citou o aumento das internações na cidade como fator principal. 

"É importante que tenhamos um olhar de preservar a vida. Chegamos a lotação 100% dos leitos de UTI e estamos apresentando uma ampliação. Mas os dados da Vigilância são dados que exigem uma postura mais firme para enfrentar a pandemia. (...) Não quero ninguém morrendo em Campinas por falta de UTI", disse na live oficial. 

Segundo a diretora do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde), Andrea von Zuben, a classificação estadual leva em consideração os índices de covid-19 na DRS (Departamento Regional de Saúde) 7 e por isso houve a necessidade de uma medida municipal. 

"Precisamos olhar pro município. Nossa ideia é não acelerar a curva, chegando no mesmo número que vivemos em julho e agosto (auge da pandemia)", disse ela.



Andrea explicou que, quanto mais casos de covid tivermos, mais casos graves também serão notificados. "10% de todos os casos evoluem para casos graves e precisam de leitos. Pensando na população de Campinas e também em quem vem trabalhar e estudar, corremos um risco muito grande. Nos óbitos também, se continuarmos assim, vamos passar o número de julho", disse. 

Vale lembrar que o recorde de mortes anunciadas em um dia foi dia 14 de julho, com 26 mortes. No dia, as comemorações de aniversário da cidade foram suspensas.

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