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Após pico de internados, Prefeitura requisita uso do Metropolitano para covid-19
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Após pico de internados, Prefeitura requisita uso do Metropolitano para covid-19

A Prefeitura de Campinas publicou no Diário Oficial de hoje (2) uma requisição administrativa para a utilização do Hospital Metropolitano para fins de enfrentamento da pandemia. A medida é uma das primeiras a serem tomadas após a cidade atingir ontem o maior número de internados pela doença em seis meses (leia mais abaixo). 

Após Campinas chegar a mais de 90% de ocupação em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para covid-19, a Prefeitura adiantou que haverá um novo anúncio hoje com novas medidas mais restritivas. Hoje cedo acontece várias reuniões para decidir as novas determinações na cidade. 

Em entrevista a uma rádio da cidade, o secretário de Saúde, Lair Zambon citou ontem a possibilidade de uma "restrição mais rígida que a fase vermelha" mas nada ainda foi confirmado pela Administração. 

COMO FUNCIONA

Por lei, a requisição é um instrumento de intervenção estatal mediante o qual, em situação de perigo público iminente, o governo pode utilizar bens móveis para atender necessidades coletivas, mediante pagamento de indenização a posteriori se houver dano. 

O texto, publicado hoje, considera a situação de emergência e calamidade pública e determina que tanto o imóvel como os equipamentos dele sejam utilizados pela administração pública. 

Segundo o decreto, a secretaria de Saúde e a Rede Mário Gatti serão responsáveis pela gestão da unidade por dar o início ao atendimento da população. 

A quantidade de leitos a serem usados na unidade, e o período da requisição ainda não foram informados. 

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JÁ FOI USADO

O Hospital Metropolitano foi usado no ano passado para o enfrentamento da pandemia. Até então, a Prefeitura tinha um contrato com o hospital, que foi encerrado no dia 16 de dezembro. A unidade atendeu pacientes com sintomas do novo coronavírus de 23 de junho a 20 de novembro. 

O contrato inicialmente era para 15 vagas de UTI e 28 de enfermaria. Com a queda nas internações ao longo dos meses, passou a nove leitos de UTI e 17 de enfermaria. 

Segundo a Prefeitura, o custo com o contrato com o Hospital Metropolitano em 2020 foi de R$ 5,3 milhões. 


MAIS RESTRIÇÕES?

A Prefeitura confirmou que às 15h anunciará novas medidas restritivas na cidade, mas ainda não informou quais são. Segundo a secretaria de Comunicação, uma reunião está sendo feita durante a manhã para definir os novos critérios a serem adotados após a pressão na rede de saúde nos últimos dias. 

Segundo o boletim de ontem, a cidade contava com três leitos livres no SUS municipal, e nove no SUS estadual. 

Ontem (1º) começou a valer as regras da fase laranja na cidade, e com isso foi retirada a fase vermelha noturna. Na fase laranja, os estabelecimentos podem funcionar até às 20h, sendo que após esse horário é permitido apenas serviços essenciais. A fase ainda limita funcionamento de comércios e serviços por até oito horas diárias, com capacidade de 40%.

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